ONU e IBGE realizam coletiva de imprensa em Brasília sobre indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Objetivo é mostrar o papel do Brasil e das Nações Unidas na formulação dos indicadores de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), considerados eixo central da Agenda 2030 da ONU que está em vigor desde janeiro de 2016.

Objetivos Globais da ONU

Arte: ONU

Com o propósito de mostrar o papel do Brasil e das Nações Unidas na formulação dos indicadores de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), considerados eixo central da Agenda 2030 da ONU que está em vigor desde janeiro de 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) organiza nesta terça-feira (26), em Brasília, reunião sobre os Indicadores Globais de Desenvolvimento Sustentável para Monitoramento da Agenda 2030.

O evento é promovido em colaboração com Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Orçamento, Planejamento e Gestão; Ministério do Meio Ambiente; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+).

Participarão do evento a presidenta do IBGE, Wasmália Bivar; o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Francisco Gaetani; o subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho; o coordenador-residente do Sistema da ONU no Brasil, Niky Fabiancic; o diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (PNUD), Rômulo Paes; o presidente-substituto do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), José Eduardo Romão; e um representante do Ministério do Meio Ambiente.

O encontro é fechado para convidados, mas haverá uma coletiva de imprensa, às 9h, no mesmo local, com as autoridades presentes.

Serviço

Coletiva de Imprensa sobre os Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Horário: 9h
Data: 26 de abril de 2016, terça-feira
Local: Instituto Rio Branco, Auditório Embaixador João Augusto de Araújo Castro – SAFS Quadra 5 Lote 02/03, Brasília-DF
Cadastro de jornalistas: Por e-mail para Mariana Viveiros
(mariana.viveiros@ibge.gov.br) e Francisco Filho (francisco.filho@undp.org)

Contatos para jornalistas:
Assessoria de Comunicação do IBGE – Mariana Viveiros – (21) 2142-4506/ 4651
Assessoria de Comunicação do Centro RIO+ do PNUD – Francisco Filho – (21) 99424 3821

Sobre os Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Em 2012, o Brasil sediou uma das mais importantes conferências internacionais da história, a Conferência Rio+20, consolidando a posição do país como líder global no tema do desenvolvimento sustentável. Na Rio+20 foram lançadas as primeiras ideias e as discussões sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que representam hoje o eixo central na nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A Agenda 2030 entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2016, após ser aprovada por todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas, durante o início da 70ª sessão da Assembleia Geral, em setembro de 2015.

Os ODS representam o mais abrangente – e ousado – esforço coletivo para melhorar a qualidade de vida e a resiliência das pessoas e do planeta Terra na história da humanidade. A Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, para ser implementado por todos os Estados-membros da ONU como um caminho para o desenvolvimento sustentável, melhorando a qualidade de vida das gerações atuais sem comprometer o direito das gerações futuras ao desenvolvimento.

Os 17 ODS são o componente mais tangível e concreto da Agenda 2030: um guia detalhado para inspirar e orientar ações nas três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômica, social e ambiental – em todos os países até o prazo limite de 2030. Os 17 Objetivos Globais contêm mais de uma centena de indicadores globais que anteveem, até 2030, um mundo livre da pobreza, fome, doença e privação, do medo e da violência, onde toda a vida possa prosperar.

Um mundo com alfabetização universal, acesso equitativo e universal à educação de qualidade em todos os níveis, aos cuidados de saúde e proteção social, onde o bem-estar físico, mental e social sejam assegurados. Um mundo em que se reafirma o compromisso com o direito à água potável e ao saneamento e onde haja uma melhor higiene; e onde o alimento seja suficiente, seguro, acessível e nutritivo. Onde o meio ambiente humano seja seguro, resiliente e sustentável, e onde exista acesso universal à energia de custo razoável, confiável e sustentável.

Além disso, os ODS buscam um mundo de respeito universal aos direitos humanos e à dignidade humana, ao Estado Democrático de Direito, à Justiça, à igualdade e não discriminação; ao respeito pela raça, etnia e diversidade cultural; e à igualdade de oportunidades que permita a plena satisfação do potencial humano e que contribua para a prosperidade compartilhada.

E, ainda, um mundo em que cada país desfrute de crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável e de trabalho decente para todos. Um mundo em que o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia sejam sensíveis ao clima, respeitem a biodiversidade e sejam resilientes. Por último, um mundo em que a humanidade viva em harmonia com a natureza e em que animais selvagens e outras espécies sejam protegidas.

A implementação dos 17 ODS exigirá um sólido conjunto de indicadores para apoiar o planejamento de políticas públicas por todas as esferas e níveis governamentais e, também, para acompanhar o progresso e garantir transparência e responsabilização de todos os atores, incluindo o setor privado e a sociedade civil.

Nesse sentido, o acesso a dados desagregados e informação estatística de alta qualidade será uma ferramenta importante para o planejamento e implementação de estratégias, planos e políticas públicas em todas as partes do mundo.

Da mesma maneira, o acesso transparente às informações estatísticas sobre o desenvolvimento sustentável, com indicadores compreensíveis, será um poderoso instrumento para que cidadãos, organizações da sociedade civil e mídia possam entender melhor e participar do esforço global pela Agenda 2030.

O Brasil tem um papel de liderança global na formulação e aprovação dos indicadores de monitoramento dos ODS, especialmente após a presidenta Wasmália Bivar ter sido eleita, em março, a primeira mulher latino-americana a presidir a Comissão de Estatísticas da ONU.

No Grupo Interagêncial de Especialistas sobre os Indicadores para o Desenvolvimento Sustentável (IAEG-SDGs), criado na 46ª Sessão da Comissão de Estatística da ONU, em março de 2015, o Instituto representou os países do Mercosul e o Chile.

Integrado por 28 Estados-membros e por órgãos regionais e internacionais como observadores, o IAEG-SDGs é responsável pelo desenvolvimento do arcabouço de indicadores para os ODS em nível global. O grupo, que já se reuniu em Nova York e Bangkok, deu continuidade à preparação de um conjunto detalhado de indicadores globais de desenvolvimento sustentável, em suas dimensões econômica, ambiental e social, durante a sua terceira reunião, nos dias 30 de março e 1º de abril, na Cidade do México.

O pacote final de indicadores será submetido durante a 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2016, com vista à sua adoção por parte de todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas.