ONU e Haiti pedem 400 milhões de dólares para reduzir vulnerabilidade e aumentar resiliência

O apelo transicional visa a responder as necessidades do governo pós-terremoto para lidar com situações de desastres naturais, saúde, deslocados internos e segurança alimentar.

Brigadistas voluntários participam de uma simulação de resgate em caso de desastres. Foto: Unic Rio/Mariana Nissen

Brigadistas voluntários participam de uma simulação de resgate em caso de desastres. Foto: UNIC Rio/Mariana Nissen

O Haiti e as Nações Unidas lançaram um pedido de 401 milhões de dólares nesta quinta-feira (12) para garantir o processo de transição do país e assegurar a continuidade da assistência às comunidades e indivíduos mais vulneráveis. Conhecido como TAP, o apelo transicional cobrirá o período de 2015 e 2016 e tem o objetivo de construir resiliência e reduzir a extrema vulnerabilidade na nação caribenha.

Além dos riscos de terremoto, o Haiti é muito propenso aos desastres naturais como furacões, enchentes, deslizamentos e secas. Cinco anos depois do maior desastre das Américas, o país conta ainda com cerca de três milhões de pessoas que não sabem quando será sua próxima refeição, e, por isso, qualquer desastre moderado pode afetar a segurança alimentar de milhares de pessoas.

O TAP substitui o apelo humanitário anual e trabalha em linha com as prioridades do governo pós-terremoto, suprindo deficiências estruturais e fortalecendo a capacidade do governo de resposta. Entre as diretrizes principais se encontram o deslocamento interno, que ainda afeta mais de 70 mil haitianos, a epidemia de cólera, a insegurança alimentar e a prevenção de desastres naturais.