ONU e Brasil lançam publicação sobre competição mundial de esportes indígenas

Em 2015, o Brasil promoveu a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), competição que reuniu em Palmas, no Tocantins, mais de 2 mil atletas de 30 nacionalidades e 24 etnias. A história do torneio virou livro, lançado neste mês pelo Ministério do Esporte, o Comitê Intertribal, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e a UNESCO. Documento está disponível em meio online gratuitamente.

Cerimônia de abertura do I JMPI. Foto: PNUD Brasil/Tiago Zenero

Cerimônia de abertura do I JMPI. Foto: PNUD Brasil/Tiago Zenero

Em 2015, o Brasil promoveu a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), competição que reuniu em Palmas, no Tocantins, mais de 2 mil atletas de 30 nacionalidades e 24 etnias. A história do torneio virou livro, lançado neste mês pelo Ministério do Esporte, o Comitê Intertribal, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e a UNESCO. Documento está disponível em meio online gratuitamente.

Ao longo de cem páginas, os primeiros JMPI podem ser revisitados em fotos inéditas e em textos que explicam a proposta da competição. O livro está organizado em capítulos que remetem aos espaços do torneio: Arena dos Jogos, Oca da Sabedoria, Oca Digital, Feira de Agricultura Familiar Indígena e Feira de Artesanato.

Durante 13 dias, essas instalações foram palco de jogos indígenas e também dos chamados esportes ocidentais, bem como de debates e atividades culturais. Com a publicação, o leitor pode saber mais sobre a importância do esporte para a constituição física e cultural das populações indígenas. O documento também recupera as discussões políticas realizados durante o evento pelos povos e nações participantes.

Outros temas abordados incluem o diálogo intergeracional e as novas tecnologias, a relação dos povos indígenas com a terra, a sustentabilidade e o meio ambiente, além de reflexões sobre o modo de produção indígena e suas articulações com os mercados não indígenas.

A expectativa dos parceiros é de que o livro divulgue e valorize o torneio, um evento alinhado com o recomendado por importantes marcos internacionais na área, como a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007) e a Declaração de Punta del Este (1999). Ambos os tratados instam os países a valorizar os jogos indígenas e tradicionais, incluindo por meio da elaboração de uma “lista mundial de esportes e jogos” e da promoção de “festivais mundiais e regionais”.

A publicação esta disponível em português e em inglês, gratuitamente, em http://bit.ly/2AQ9a9W.