ONU e África celebram dia da alimentação escolar

Data é observada no continente em 1º de março. Em 2018, agências da ONU e delegações de países africanos reuniram-se no Zimbábue para debater os desafios políticos e jurídicos associados ao fornecimento de refeições em centros de ensino. Evento contou com lançamento de relatório que traça panorama continental dessa estratégia.

Alimentação escolar é crucial para atingir o objetivo global da ONU número dois, de fome zero. Foto: PMA/Alexandra Hilliard

Alimentação escolar é crucial para atingir o objetivo global da ONU número dois, de fome zero. Foto: PMA/Alexandra Hilliard

A África e as Nações Unidas celebraram neste mês o Dia da Alimentação Escolar, observado no continente em 1º de março. Em 2018, agências da ONU e delegações de países africanos reuniram-se no Zimbábue para debater os desafios políticos e jurídicos associados ao fornecimento de refeições em centros de ensino. Evento contou com lançamento de relatório que traça panorama continental dessa estratégia.

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome da ONU, afirmou em debate para marcar a data que os programas enfrentam problemas de financiamento e gestão. Os obstáculos, porém, podem ser resolvidos com a liberação de fundos dos orçamentos nacionais, análises de custos e mais integração das questões de nutrição.

Na avaliação da comissária da União Africano sobre recursos humanos, ciência e tecnologia, Sarah Anyang Agbor, a alimentação escolar deve estar vinculada à agricultura familiar. Para a especialista, esse é um dos principais caminhos para elevar a matrícula escolar, principalmente entre as crianças das famílias pobres ou que vivem em áreas remotas.

A pequisa divulgada em meio às comemorações da data aponta na mesma direção.

De acordo com o relatório “Alimentação Escolar Sustentável na União Africana”, quase todas as iniciativas de alimentação escolar do continente têm como público-alvo os estudantes do ensino primário. Melhorias nas taxas de matrícula, frequência e outros indicadores sobre educação e aprendizado são os objetivos mais comuns dos programas. Essas estatísticas são frequentemente utilizadas para medir o sucesso ou o fracasso da alimentação escolar.

Para ampliar o impacto desses projetos, que podem melhorar a nutrição e a saúde dos alunos, além de impulsionar a produção agrícola, a análise recomenda o debate sobre a institucionalização da alimentação escolar.

Em muitos casos, os únicos organismo que financiam e implementam essas iniciativas são os Ministérios da Educação ou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). A inclusão da alimentação escolar em planos e agendas nacionais de desenvolvimento continua a níveis seminais.

Outro problema é a ausência de uma aplicação sistemática e de amplitude nacional de métodos de avaliação. Isso prejudica a coleta de dados que poderiam informar a elaboração de políticas públicas. A análise também aponta para a falta de sistemas de oferta e demanda que articulem as necessidades de abastecimento com as capacidades produtivas de agricultores.

O estudo foi coordenado pelo Centro de Excelência contra a Fome e pelo escritório do PMA na África e elaborado pelo Economic Policy Research Institute (EPRI), da África do Sul.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.

As atividades no Zimbábue tiveram o apoio do governo do país, do PMA, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do seu Instituto Internacional de Capacitação na África (UNESCO-IICBA), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do setor privado.


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