ONU diz que direitos humanos são caminho para ‘paz duradoura’ no mundo

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado neste 21 de setembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou o 70º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado neste ano, e disse que os valores do documento podem assegurar a paz duradoura no mundo.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a proliferação do populismo e do extremismo, que constituem um obstáculo aos ideais de paz e direitos universais.

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado neste 21 de setembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “a paz cria raízes quando as pessoas vivem livres da fome, da pobreza e da opressão”. Lembrando o 70º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado neste ano, o chefe das Nações Unidas disse que os valores do documento podem assegurar a paz duradoura no mundo.

“Eu encorajo vocês a se manifestar. Pela igualdade de gênero. Por sociedades inclusivas. Por ações (contra as mudanças) climáticas. Faça a sua parte na escola, no trabalho, em casa. Cada passo conta”, convocou o dirigente máximo da Organização em pronunciamento para todos os países e cidadãos do planeta.

Guterres descreveu a Declaração Universal dos Direitos Humanos como um marco “fundador” e um guia que deve assegurar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS.

“Vamos agir juntos para promover e defender os direitos humanos para todos, em nome da paz duradoura para todos.”

UNESCO alerta para avanço do populismo e extremismo

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a proliferação do populismo e do extremismo, que constituem um obstáculo aos ideais de paz e direitos universais.

“A paz continuará sendo um ideal inatingível enquanto os direitos humanos fundamentais não forem respeitados. Eles são um pré-requisito para uma sociedade pacífica em que a dignidade de todos os indivíduos seja respeitada”, disse a dirigente da agência da ONU.

Segundo Azoulay, a busca pela paz lembra todos os indivíduos do dever de solidariedade para com o próximo. “A paz será imperfeita e frágil, a menos que todos se beneficiem dela. Os direitos humanos são universais ou não são”, enfatizou a chefe da UNESCO.

“Os ideais de paz e dos direitos universais são desafiados e violados diariamente e existem inúmeros obstáculos para a sua realização. Todos os tipos de desafios testam nossa capacidade de construir um mundo de harmonia, compreensão e coexistência pacífica, como as desigualdades sociais e econômicas, que levam à miséria e à pobreza; a mudança do clima, que dá origem a novos conflitos; e a explosão populacional, que cria novas tensões. As formas de populismo e extremismo também estão se espalhando por todo o mundo.”

A agência da ONU, ressaltou Azoulay, trabalha todos os dias em prol de sociedades pacíficas. “Como a principal agência líder na promoção da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), a UNESCO está totalmente empenhada em desenvolver uma cultura mundial de prevenção por meio da educação, da cooperação internacional e do diálogo intercultural”, explicou.

“O caminho para a paz é longo, mas cabe a cada um de nós influenciar seu curso, comprometendo-nos diariamente com uma sociedade mais inclusiva, mais tolerante e mais justa”, completou a chefe da UNESCO.

FAO: se a guerra aumenta, a fome aumenta

Em pronunciamento para a data, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alertou que “60% das pessoas que passam fome vivem em países afetados por guerras ou conflitos civis”. Atualmente, 820 milhões de indivíduos em todo o mundo não conseguem comprar comida para se alimentar adequadamente.

“Se o conflito aumenta, a fome aumenta. O relacionamento é direto”, afirmou o dirigente, lembrando que, inversamente, a agricultura e a produção sustentável de comida podem ser o motor da estabilização em comunidades com conjunturas políticas fragilizadas.

Graziano informou que a FAO tem empreendido esforços para proteger propriedades e insumos rurais em contextos de crise humanitária e confronto armado.

“Estou convencido de que nossos esforços para salvar vidas e meios de subsistência, ao promover resiliência de longo prazo, são contribuições importantes para o fim dos conflitos e a estabilidade dentro dos países e entre regiões”, acrescentou o dirigente.

“A paz e o fim dos conflitos são fundamentais no combate à fome, que é o objetivo constante da FAO.”


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