ONU diz estar disposta a apoiar diálogo em meio às manifestações no Equador

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quinta-feira (10) estar preocupado com os recentes acontecimentos no Equador e instou todas as partes a reduzir as tensões, evitar atos de violência e exercer a máxima moderação.

A ONU confirmou ter recebido solicitação por parte do governo equatoriano para facilitar o diálogo com os diferentes setores da sociedade civil, após os protestos iniciados na semana passada por conta da alta dos preços dos combustíveis anunciada pelo presidente Lenín Moreno.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quinta-feira (10) estar preocupado com os recentes acontecimentos no Equador e instou todas as partes a reduzir as tensões, evitar atos de violência e exercer a máxima moderação.

A ONU confirmou ter recebido solicitação por parte do governo equatoriano para facilitar o diálogo com os diferentes setores da sociedade civil, após os protestos iniciados na semana passada por conta da alta dos preços dos combustíveis anunciada pelo presidente Lenín Moreno.

A informação foi divulgada em Nova Iorque pelo porta-voz da ONU Farhan Haq. “As Nações Unidas estão dispostas a considerar um papel de apoio ao diálogo se todas as partes pertinentes aceitarem sua participação.”

Haq destacou que o secretário-geral da ONU está preocupado com os recentes acontecimentos no Equador e lembrou a necessidade de respeitar o direito de reunião pacífica, em conformidade com o direito internacional.

Da mesma maneira, instou todas as partes envolvidas “a reduzir as tensões, evitar os atos de violência e exercer a máxima moderação”.

Também lembrou que o Sistema ONU e a Conferência Episcopal apoiam as conversas preliminares com as autoridades e os diferentes setores da sociedade civil para reduzir as tensões.

Ao completar uma semana do início dos protestos, segundo informações da imprensa internacional, milhares de manifestantes, a maioria indígenas, se concentraram na quarta-feira (9) na cidade de Quito, onde houve confrontos com as forças de segurança.

Na segunda-feira (7), o Escritório para América do Sul do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos também lembrou as autoridades da necessidade de garantir o direito de todas as pessoas à manifestação pacífica, “protegendo os direitos à liberdade de expressão e opinião, de reunião pacífica e de participar dos assuntos públicos”.