ONU destaca papel da ciência para acabar com pobreza extrema e combater mudança climática

Ban Ki-moon (centro, esquerda) reúne-se com Irina Bokova (centro, direita), diretora-geral da UNESCO. Foto: ONU/JC McIlwaine

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, advertiu no último domingo (18) que um maior espaço para a ciência na tomada de decisão internacional é essencial para acabar com a pobreza extrema e evitar a ameaça da mudança climática — metas estabelecidas na Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris.

“A ciência é essencial para enfrentar esses desafios. Mas não qualquer ciência. Precisamos de uma ciência mais forte, uma ciência mais conectada. Precisamos de uma ciência que seja profundamente integrada à formulação de políticas”, disse Ban, ao receber o relatório final do Conselho Consultivo Científico, que visa informar o trabalho realizado pelas Nações Unidas em relação ao fornecimento de conselhos sobre ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável.

De acordo com o relatório, a ciência é um bem público e merece ser mais valorizada e utilizada eficazmente pelos governos e autoridades em todos os níveis.

De acordo com os especialistas do Conselho, todas as nações devem investir mais em ciência tecnológica e em inovação, que podem significar uma virada de jogo na maneira como se lida com todos os desafios globais mais urgentes.

“Este é um momento crítico na história da humanidade. Enfrentamos desafios e oportunidades nunca antes encarados. Nós somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza extrema, e a última que pode evitar a ameaça da mudança climática”, disse o secretário-geral em seu discurso, notando que a ciência é fundamental para o cumprimento das metas transformacionais da Agenda 2030 e do Acordo de Paris, que “juntas fornecem um plano para a paz, para a dignidade, prosperidade e oportunidade para todos em um planeta saudável”.

Ban destacou que o Conselho Consultivo Científico tem desempenhado um papel importante, tendo em vista que está ajudando a moldar a nova agenda global, bem como está auxiliando a ele, ao sistema da ONU e aos Estados-membros a compreender melhor os desafios e as oportunidades da sustentabilidade.

O Conselho, presidido pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, foi fundado pelo secretário-geral em 2014.

O grupo reúne 25 cientistas eminentes de todas as regiões do mundo e tem o objetivo de fornecer uma visão completa das necessidades científicas para enfrentar os desafios globais, levando em consideração as ciências naturais e sociais, bem como os sistemas de conhecimento locais e indígenas.