ONU destaca a importância da educação na construção de cultura de paz

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Representantes das Nações Unidas enfatizaram o papel da educação para a promoção dos ideais de não violência, igualdade e respeito mútuo. Fórum de alto nível neste mês em Nova Iorque discutiu as formas de alcançar uma cultura de paz em meio aos atuais desafios globais que ameaçam a estabilidade, a prosperidade e o planeta.

Jovens durante encontro sobre juventude em Nova Iorque. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Jovens durante encontro sobre juventude em Nova Iorque. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Representantes das Nações Unidas enfatizaram o papel da educação para a promoção dos ideais de não violência, igualdade e respeito mútuo, durante a realização de um fórum de alto nível, na última quinta-feira (7), que discutiu as formas de alcançar uma cultura de paz em meio aos atuais desafios globais que ameaçam a estabilidade, a prosperidade e o planeta.

“Precisamos ensinar às nossas crianças os valores de paz, tolerância, igualdade e respeito. Elas não devem ter nenhuma dúvida de quão destrutiva é a alternativa a esses valores”, disse o presidente da Assembleia Geral, Peter Thompson, que liderou o evento de um dia inteiro em Nova Iorque, como foco no desenvolvimento na primeira infância.

“Precisamos fornecer às crianças as habilidades e a educação necessárias para resolver disputas de forma pacífica, enfrentar a injustiça e a intolerância e rejeitar toda forma de discriminação e ódio”, acrescentou Thompson.

O presidente da Assembleia Geral disse que a criação de sociedades pacíficas e justas depende, em grande medida, da erradicação da pobreza para aumentar a prosperidade inclusiva, a promoção dos direitos humanos e o fortalecimento do Estado de Direito, construindo instituições eficientes e responsáveis, seguindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que têm guiado os esforços da comunidade internacional de combate à pobreza desde 2015.

“Alimentar a cultura de paz requer o esforço de todos nós – indivíduos, organizações nacionais e internacionais – para trabalhar pela promoção do entendimento coletivo da nossa humanidade”, disse o representante da ONU.

“Precisamos promover o respeito intercultural, fortalecer o entendimento inter-religioso e dar inspiração para aumentar as esperanças da população para o futuro. Precisamos, sobre todas as coisas, unirmo-nos pela paz.”

O evento reuniu representantes dos países-membros da ONU, entidades do Sistema ONU, sociedade civil, mídia, setor privado e outros convidados com interesse em compartilhar ideias e sugestões sobre formas de construir e promover a cultura de paz, e de destacar tendências emergentes que causam impacto na sua implementação.

Além da importância da educação na primeira infância e do investimento nas crianças, o secretário-geral, António Guterres, ressaltou a necessidade de investir na juventude para promover a paz mundial.

Guterres considerou que os jovens são hoje “o barômetro do descontentamento social, da marginalização econômica e da exclusão política”, e disse que eles devem ser reconhecidos como agentes de mudança ativos e guardiões da paz.

Num discurso publicado pela sua assessora política, Ana María Menéndez, o secretário-geral também reconheceu as contribuições e a participação das mulheres nos esforços de paz no longo prazo. Guterres mencionou que a participação significativa das mulheres gerou uma perspectiva diferente para a resolução de problemas e para as necessidades que precisam de suporte em todos os aspectos da vida.

O secretário-geral também destacou a importância de investir na inclusão e coesão para que a diversidade seja vista como um benefício e não como uma ameaça.

“Para prevenir a intolerância, o extremismo violento e a radicalização, precisamos promover a inclusão, solidariedade e coesão nas sociedades multiétnicas, multiculturais e multirreligiosas. É o melhor antídoto para o racismo, a xenofobia, a islamofobia e o antissemitismo”, declarou Guterres.

O primeiro fórum sobre a Cultura de Paz foi realizado em setembro de 2012, onde foi reconhecida a necessidade de dar apoio contínuo ao fortalecimento do movimento global pela paz.


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