ONU: despesas particulares com saúde dificultam acesso a serviços de HIV no mundo

Imagem: UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alerta para o impacto das despesas com saúde para o bem-estar das pessoas que vivem com HIV. Mesmo em países onde são gratuitos os medicamentos para tratar o vírus da AIDS, o pagamento por outros serviços — como diagnóstico e consultas — pode afastar indivíduos das redes de atendimento, além de levá-los à pobreza.

De acordo com o organismo da ONU, as taxas de utilização e outros custos não reembolsáveis com os serviços de saúde representam os maiores obstáculos para pessoas soropositivas ou que desejam fazer um teste de HIV. Entre quem vive com o vírus, existe outro problema: os preços dos remédios usados para combater infecções oportunistas. Esses gastos afetam principalmente quem tem uma renda menor.

Segundo o UNAIDS, a cobrança pelo atendimento reduz o acesso aos serviços de saúde entre os grupos mais vulneráveis dentro da sociedade. A agência aponta que, em todas as regiões do mundo, os pagamentos não reembolsáveis — por serviços não cobertos pela rede pública ou planos de saúde, por exemplo — representam uma proporção substancial do gasto individual com saúde. Em alguns países de renda baixa e média, estima-se que esses gastos diretos privados representem mais de 60% das despesais totais com saúde.

De acordo com o Banco Mundial, existem 3,4 bilhões de pessoas em todo o mundo que ganham 5,50 dólares por dia ou menos. Muitas vezes, esses indivíduos estão a uma conta médica de distância para enfrentarem níveis ainda maiores de pobreza.