ONU deplora assassinato ‘hediondo e covarde’ de jornalista japonês pelo Estado Islâmico

O Estado Islâmico (EI) deve ser derrotado e a violência e o ódio que defende, erradicado, frisaram os membros do Conselho de Segurança da ONU.

Vista do Conselho de Segurança em sessão. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Vista do Conselho de Segurança em sessão. Foto: ONU/Devra Berkowitz

O secretário-geral, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas deploraram o assassinato do jornalista japonês, Kenji Goto, apesar dos pedidos da Organização para sua libertação imediata. Segundo um vídeo divulgado pelo Estado Islâmico (EI), Goto foi decapitado no último dia 31.

Através de um comunicado divulgado no domingo (01), o Conselho qualificou o crime como “hediondo e covarde” e uma lembrança trágica do aumento do perigo que os jornalistas e outros civis enfrentam todos os dias na Síria. Em outra mensagem, Ban condenou o assassinato “bárbaro” do jornalista, reforçando que sua morta sublinha a violência a que tantas pessoas estão sendo submetidas no Iraque e na Síria.

O EI deve ser derrotado e a violência e o ódio que defende, erradicado, frisaram os membros do Conselho. Eles também declararam que estes “atos de barbárie perpetrados pelo EI não os intimidam, pelo contrário, apenas contribuem para a sua resolução.”

O Conselho de Segurança demandou a libertação imediata, segura e incondicional de todos aqueles mantidos como reféns pelo EI, a Frente Al-Nusra e outros grupos associados a Al-Qaida. Também recordaram que, de acordo com o direito internacional humanitário, jornalistas, profissionais da mídia e funcionários associados envolvidos em missões profissionais perigosas em áreas de conflito armado são considerados civis e devem ser respeitados e protegidos como tais.

Também lembraram que o EI está incluído na Lista do Al-Qaida e portanto submetidos a congelamento de bens e embargo de armas de acordo com a resolução 2161 (2014). Qualquer indivíduo ou entidade que fornece apoio financeiro ou material para o grupo, incluindo a provisão de armas ou recrutas, é elegível para entrar na Lista de Sanções do Al-Qaida e sujeito a sanções.