ONU defende cooperação para difundir iniciativas ‘fantásticas’ do Brasil no combate à fome

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em evento paralelo à Expo Global de Desenvolvimento Sul-sul, em Antália, na Turquia, representantes da ONU e do Brasil reuniram-se neste mês (1º) para analisar as atuais práticas de cooperação trilateral do país latino-americano. Nação adota modelo de assistência que mobiliza organismos internacionais e Estados-membros. Para a ONU, experiências brasileiras de combate à fome são “fantásticas” e precisam ser compartilhadas.

Governo brasileiro e agências da ONU discutem cooperação trilateral do Brasil com outros países em desenvolvimento. Foto: ABC

Governo brasileiro e agências da ONU discutem cooperação trilateral do Brasil com outros países em desenvolvimento. Foto: ABC

Em evento paralelo à Expo Global de Desenvolvimento Sul-sul, em Antália, na Turquia, representantes da ONU e do Brasil reuniram-se neste mês (1º) para analisar as atuais práticas de cooperação trilateral do país latino-americano. Nação adota modelo de assistência que mobiliza organismos internacionais e Estados-membros. Para a ONU, experiências brasileiras de combate à fome são “fantásticas” e precisam ser compartilhadas.

“A ONU no Brasil percebeu que o país estava fazendo um trabalho fantástico em termos de programas sociais, inclusive na luta contra a fome, e ao mesmo tempo o Brasil estava muito comprometido com o compartilhamento dessas experiências”, elogiou o diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC), Jorge Chediek. Um dos resultados desse interesse mútuo foi o estabelecimento do Centro de Excelência contra a Fome.

Criado em 2011, o organismo realiza capacitações e consultorias, auxiliando nações da África, Ásia, América Latina e Caribe a implementar redes de proteção social e programas de alimentação escolar. O Centro funciona como o terceiro agente em algumas parcerias trilaterais entre o Brasil e outras nações, organizando atividades de assistência técnica para a troca de conhecimentos entre quem beneficia e quem é beneficiado. A instituição é mantida pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e pelo governo brasileiro.

Para Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência, o organismo aproveitou as forças da ONU e do Brasil para responder às demandas de países em desenvolvimento interessados em aprender sobre as iniciativas brasileiras de segurança alimentar e combate à miséria. “O Brasil começou a cooperar porque havia uma demanda de outros países para entender suas políticas e programas nacionais.”

Também presente no encontro em Antália, a gerente de projetos na área de cooperação trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Anna Maria Graziano, ressaltou que a parceria do país não envolve apenas a transferência de recursos financeiros. Projetos mobilizam e difundem as experiências acumuladas pelo Brasil, promovendo a construção conjunta de soluções adaptadas para cada nação.

Entre os projetos de referência do Brasil, estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos, ambos com mecanismos para fortalecer a agricultura familiar.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) enfatizou que o Brasil é um dos poucos em que a agência tem um programa estruturado, com orientações operacionais e programáticas para a cooperação Sul-Sul. Ian Thorpe, chefe de aprendizagem e intercâmbio de conhecimentos do UNICEF, ressaltou que a cooperação Sul-Sul é complementar às demais formas de assistência do organismo internacional.

Para o especialista, muitos dos desafios enfrentados pelas crianças são comuns a diferentes partes do mundo — e muitas das soluções para esses problemas estão vindo do Sul global, inclusive do Brasil. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também participou do encontro em Antália.


Mais notícias de:

Comente

comentários