ONU defende apoio à agricultura familiar para reter jovens no campo

Programas estatais de alimentação escolar podem ir além dos muros dos colégios e beneficiar comunidades agrícolas que precisam escoar sua produção para ter renda. A avaliação é do Centro de Excelência contra a Fome da ONU, que defendeu no sexto Fórum Brasil África, em Salvador (BA), o uso de compras públicas, a fim de fomentar a agricultura familiar e impulsionar a empregabilidade do jovem rural.

Centro de Excelência contra a Fome da ONU aponta necessidade de tornar agricultura atraente para os jovens. Foto: MDA
Centro de Excelência contra a Fome da ONU aponta necessidade de tornar agricultura atraente para os jovens. Foto: MDA

Programas estatais de alimentação escolar podem ir além dos muros dos colégios e beneficiar comunidades agrícolas que precisam escoar sua produção para ter renda. A avaliação é do Centro de Excelência contra a Fome da ONU, que defendeu no sexto Fórum Brasil África, em Salvador (BA), o uso de compras públicas, a fim de fomentar a agricultura familiar e impulsionar a empregabilidade do jovem rural.

O fórum na capital baiana reuniu cerca de 300 representantes de governos, empresas, universidades e potenciais investidores. Durante o painel “Empoderamento juvenil: transformação para alcançar o desenvolvimento sustentável”, o diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, apontou a necessidade de investir na preparação para o mercado de trabalho.

O especialista discutiu a importância das compras públicas de alimentos para tornar a agricultura familiar mais atraente para os jovens, especialmente por meio da alimentação escolar.

Balaban explicou que os programas de fornecimento de refeições em centros de ensino “têm o potencial de transformar vidas com impactos positivos e duradouros na educação, segurança alimentar e formação de capital humano”.

O diretor lembrou ainda que os alimentos servidos nas escolas contribuem para ampliar as habilidades cognitivas de crianças e adolescentes.

“O investimento em alimentação escolar tem alto retorno no capital humano e nas economias locais, e quando a alimentação escolar está vinculada à agricultura familiar, os resultados são ainda melhores, já que incluem a geração de renda para famílias e comunidades rurais”, ressaltou.

O painel sobre empregabilidade na agricultura também contou com a participação do Fórum para Pesquisa Agrícola na África, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola e do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique.

O fórum em Salvador promoveu ainda debates sobre o papel dos jovens na promoção da paz e segurança, novos modelos para a economia criativa e inclusiva, desenvolvimento local e cooperação Sul-Sul e trilateral.


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