ONU debate mudanças na agência especializada em questões urbanas

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Vice-secretária-geral das Nações Unidas disse que a Organização está falhando em promover temas relacionados às cidades, enquanto seu trabalho em áreas urbanas deve ser revigorado. Amina Mohammed fez a fala na Assembleia Geral, durante uma reunião de alto nível sobre uma nova abordagem da ONU para a rápida urbanização mundial – incluindo a revisão do trabalho do ONU-Habitat, agência especializada no tema.

Vista da cidade de Bogotá, na Colômbia. Foto: Dominic Chavez/Banco Mundial

Vista da cidade de Bogotá, na Colômbia. Foto: Dominic Chavez/Banco Mundial

A vice-secretária-geral das Nações Unidas disse na última quarta-feira (6) que a Organização está falhando em promover temas relacionados às cidades, enquanto seu trabalho em áreas urbanas deve ser revigorado. Amina Mohammed fez a fala na Assembleia Geral, durante uma reunião de alto nível sobre uma nova abordagem da ONU para a rápida urbanização mundial.

“Hoje, reconhecemos que a ONU não está entregando o suficiente nas cidades. Através do nosso esforço comum, vamos corrigir isso”, disse Amina na abertura do evento de dois dias.

A reunião discutiu como a Nova Agenda Urbana tem sido implementada desde sua adoção, em outubro de 2016, na Conferência da ONU sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável – conhecida como Habitat III. O encontro também examina as recomendações formuladas por um painel independente que analisa a eficácia do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

Também foram abordadas as medidas contidas no relatório do painel independente do secretário-geral para avaliar e elevar a eficiência da ONU-Habitat após a adoção da Nova Agenda Urbana, publicada no início de agosto de 2017.

A vice-chefe da ONU observou que, em 2050, 70% da população mundial poderia viver em áreas urbanas. Enquanto as cidades são polos de empregos, tecnologia e desenvolvimento econômico, também são o epicentro das emissões de gases de efeito estufa e de muitos dos desafios da sustentabilidade.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, destacou a importância de capitalizar as enormes oportunidades sociais e econômicas oferecidas pela urbanização em massa para tirar as pessoas da pobreza, impulsionar o crescimento econômico inclusivo, promover a igualdade, fortalecer a resiliência da comunidade, além de combater de forma eficiente as mudanças climáticas.

Segundo ele, as parcerias estratégicas devem ser fortalecidas entre os governos de todos os níveis, líderes comunitários, sociedade civil e comunidade empresarial, para promover abordagens coerentes para o desenvolvimento urbano.

Há ainda a tarefa de aproveitar o potencial da ciência, tecnologia e inovação para impulsionar novas abordagens inteligentes para a urbanização sustentável e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), disse Thomson.

Ele disse também que o Sistema das Nações Unidas deve ser capaz de servir efetivamente os Estados-membros na realização dessas agendas universais, com o ONU-Habitat firmemente posicionado para apoiar a implementação da Nova Agenda Urbana, disse ele.

Na avaliação do painel, a prioridade é salvar, estabilizar e, em seguida, fortalecer rapidamente o ONU-Habitat para capacitá-lo para um papel renovado, baseado na Agenda de 2030, adotada em 2015, bem como a Nova Agenda Urbana.

O painel recomenda, entre outros, que uma nova agência seja estabelecida – a ‘UN Urban’ (ONU Urbana) – como um mecanismo de coordenação semelhante à ONU-Água ou a ONU-Energia, como parte da reforma da ONU em todo o Sistema, com um pequeno Secretariado com sede no Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) em Nova York.


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