ONU dá início a nova missão na Colômbia para reintegrar ex-combatentes das FARC

Tiveram início nesta semana (26) as operações da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, a segunda a operar no país após os acordos de paz entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP). O novo organismo substitui seu antecessor — responsável por monitorar o cessar-fogo e a entrega de armamento — para verificar a execução de compromissos sobre a reintegração de combatentes das FARC e sobre medidas de proteção para populações vulneráveis.

Um observador da Missão de Verificação da ONU na Colômbia conversa com moradores. Foto: Missão da ONU na Colômbia

Um observador da Missão de Verificação da ONU na Colômbia conversa com moradores. Foto: Missão da ONU na Colômbia

Tiveram início nesta semana (26) as operações da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, a segunda missão a operar no país após os acordos de paz entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP). O novo organismo substitui seu antecessor — responsável por monitorar o cessar-fogo e a entrega de armamento — para verificar a execução de compromissos sobre a reintegração de combatentes das FARC e sobre proteção para populações vulneráveis.

“Estamos satisfeitos com o fato de que a entrega das armas foi concluída com sucesso”, informou na terça-feira o representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault.

A nova missão terá dez escritórios regionais e continuará operando nas 26 Áreas Territoriais para Treinamento e Reincorporação. Também está prevista a criação de sete sub-escritórios em diferentes partes do país. O estabelecimento do organismo foi aprovado por decisão do Conselho de Segurança da ONU, em julho deste ano.

“Por meio de nossas atividades de acompanhamento e verificação, continuaremos a apoiar a Colômbia em seu processo de construção de uma paz firme e duradoura”, acrescentou Arnault.

O mandato da missão prevê o monitoramento das partes do acordo de paz para garantir que todos cumpram com os pontos 3.2 e 3.4 do tratado. Compromissos dizem respeito à integração de ex-soldados das FARC e à implementação de medidas de proteção e segurança para comunidades nos locais mais afetados pelo conflito.