ONU critica deportações forçadas de refugiados nigerianos em Camarões

Refugiados nigerianos e requerentes de asilo que fogem da violência do grupo terrorista Boko Haram continuam a ser deportados de Camarões, informou na sexta-feira (20) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O organismo internacional ressaltou a necessidade de conceder proteção internacional aos necessitados.

“Pedimos mais uma vez que as autoridades de Camarões parem de deportar refugiados e garantam proteção daqueles que fogem de perseguições e da instabilidade na Nigéria, em acordo com as obrigações nacionais e internacionais do país”, disse o ACNUR em comunicado.

Campo de refugiados no norte de Camarões abriga nigerianos que fugiram da violência do grupo terrorista Boko Haram. Foto: OCHA/Ivo Brandau

Campo de refugiados no norte de Camarões abriga nigerianos que fugiram da violência do grupo terrorista Boko Haram. Foto: OCHA/Ivo Brandau

Refugiados nigerianos e requerentes de asilo que fogem da violência do grupo terrorista Boko Haram continuam a ser deportados de Camarões, informou na sexta-feira (20) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O organismo internacional ressaltou a necessidade de conceder proteção internacional aos necessitados.

“Pedimos mais uma vez que as autoridades de Camarões parem de deportar refugiados e garantam proteção daqueles que fogem de perseguições e da instabilidade na Nigéria, em acordo com as obrigações nacionais e internacionais do país”, disse o ACNUR em comunicado.

Desde o início deste ano, 385 refugiados nigerianos e requerentes de asilo foram forçados a deixar Camarões, a maioria no último mês, incluindo 160 pessoas em 10 de abril e outras 118 uma semana depois. No total, foram registrados mais de 87,6 mil refugiados nigerianos em Camarões.

“Esses retornos são uma violação ao princípio que proíbe as deportações forçadas e de não devolução. Eles são um retrocesso significativo no avanço alcançado por Camarões em garantir refúgio aos civis nigerianos que fogem da violência do Boko Haram”, afirmou o ACNUR.

Em nota, a agência da ONU disse reconhecer preocupações legítimas sobre segurança nacional por parte dos países atingidos pela crise provocada pelo grupo terrorista. O organismo internacional reforçou, no entanto, que a proteção dos refugiados e a segurança nacional não podem ser vistos como preceitos incompatíveis.

“O correto funcionamento dos sistemas de triagem, registro e refúgio ajuda a garantir a segurança do país que recebe esses refugiados”, afirmou a agência, reiterando seu apoio ao governo de Camarões para garantir que todos os que buscam proteção internacional tenham acesso a procedimentos apropriados de recepção.