ONU cria rede em 9 países para reduzir pela metade mortes maternas e de recém-nascidos

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De acordo com dados das Nações Unidas, anualmente cerca de 303 mil mulheres em todo o mundo morrem durante a gravidez e o parto, e cerca de 2,7 milhões de bebês morrem durante o primeiro mês de vida.

Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

A ONU informou na semana passada (11) que está criando uma rede de saúde em nove países situados na Ásia e na África para reduzir pela metade o número de mortes maternas e de recém-nascidos até 2022.

De acordo com dados das Nações Unidas, anualmente cerca de 303 mil mulheres em todo o mundo morrem durante a gravidez e o parto, e cerca de 2,7 milhões de bebês morrem durante o primeiro mês de vida.

A nova rede de saúde – que funcionará em Bangladesh, Costa do Marfim, Etiópia, Gana, Índia, Malauí, Nigéria, Tanzânia e Uganda – ajudará os países a melhorar a qualidade dos cuidados que as mães e bebês recebem em unidades de saúde e a proteger os direitos dos pacientes.

“Todas as mães merecem receber a mais alta qualidade de cuidados quando acessam os serviços de saúde em suas comunidades”, disse o diretor do Departamento de Saúde Materna da Organização Mundial da Saúde (OMS), Anthony Costello.

Com o apoio da OMS, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e de parceiros, a rede utilizará um sistema online para construir uma comunidade de profissionais de saúde, desenvolver uma estratégia para melhorar a qualidade dos serviços e coletar informações e experiências.

A rede também usará os oito novos padrões das agências da ONU para melhorar a qualidade dos serviços maternos e neonatais em estabelecimentos de saúde. Essas diretrizes incluem, por exemplo, profissionais de saúde competentes e motivados, acesso à água potável e equipamentos, bem como a garantia da privacidade e confidencialidade dos pacientes.

“Os nascimentos nas unidades de saúde têm aumentado na última década”, disse Costello. “A atenção está agora mudando do acesso a cuidados de saúde para a melhoria da qualidade dos serviços, de modo que os países possam alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e por fim às mortes maternas, de recém-nascidos e de crianças”, completou.


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