ONU condena violência no Iraque e alerta para ‘retórica sectária’ que ameaça dividir o país

Secretário-geral das Nações Unidas também se referiu às execuções em massa pelos terroristas como atos “altamente perturbadores”.

Iraquianos, fugindo da violência na cidade de Mosul, se aglomeram nas fronteiras entre a província de Ninewa e a região do Curdistão. Foto: ACNUR/R. Nuri

Iraquianos, fugindo da violência na cidade de Mosul, se aglomeram nas fronteiras entre a província de Ninewa e a região do Curdistão. Foto: ACNUR/R. Nuri

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou neste domingo (15) a onda de violência no Iraque pelas mãos de grupos terroristas – mais notadamente o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) – e chamou todos os líderes do país a interromper o alastramento de retaliações sectárias.

“O secretário-geral faz um alerta contra a retórica sectária, que pode piorar o conflito e ter implicações graves em toda a região”, disse seu porta-voz. Quanto aos informes da mídia sobre vídeos mostrando centenas de execuções pelos terroristas, Ban afirmou que os atos “são altamente perturbadores e revelam a urgência de levar seus perpetradores à justiça”.

“[Ele] também pede a todos os líderes iraquianos – políticos, militares, religiosos e comunitários – que garantam que seus seguidores evitem atos de retaliação”. Segundo Ban, o ideal será “adotar um plano inclusivo de segurança nacional e medidas sociopolíticas baseadas na Constituição para abordar a substancial ameaça ao país”.

Ban também pediu solidariedade à comunidade internacional e prometeu que a Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI) está pronta para auxiliar o governo e a população do país.

Segundo as autoridades locais, mais de 300 mil pessoas alcançaram áreas seguras nos últimos dias após fugirem de ataques terroristas. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros já estão atuando na região.