ONU condena sequestro de agentes humanitárias em campo de refugiados no Quênia

Duas integrantes da organização Médicos Sem Fronteiras foram raptadas na madrugada desta quinta-feira (13/10) no complexo de Dadaab. O motorista delas foi baleado.

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, demonstrou nesta quinta-feira (13/10) choque e indignação pelo violento sequestro de duas agentes humanitárias do campo de refugiados de Dadaab, no Quênia. O motorista delas foi baleado.

“Este colegas da MSF (Médicos Sem Fronteiras) estavam trabalhando para salvar vidas”, disse Guterres. “É totalmente inaceitável que eles sejam alvo de sequestro. Apelo aos responsáveis para que facilitem seu retorno imediato e seguro.”

O complexo de Dadaab é o maior campo de refugiados do mundo, abrigando atualmente 463.739 pessoas. A população do campo inchou este ano com a chegada de mais de 190 mil refugiados que fugiram da epidemia de fome e dos conflitos na Somália.

As duas integrantes da MSF foram sequestradas na área de Ifo por volta da 1h20 (horário local). O motorista recebe tratamento médico em Nairóbi, capital do país. De acordo com a imprensa local, os sequestradores seriam membros do grupo militante islâmico Al-Shabaab. Ainda segundo a mídia, o Quênia selou a fronteira com a Somália depois do sequestro e mobilizou militares e policiais na busca pelas reféns.