ONU condena onda de violência em Burkina Faso; conflitos deixaram mais de 40 mortos

Mais de 40 civis foram mortos ao longo da semana passada no norte de Burkina Faso, devido a confrontos intercomunitários. A onda de violência levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a condenar na sexta-feira (4) os episódios de conflito e a deterioração das condições de segurança.

De acordo com a imprensa, o país africano tem visto o avanço da violência de cunho jihadista em meses recentes, um problema que já afeta o vizinho Mali e constitui uma ameaça em toda a região do Sahel.

Família coleta água em Burkina Faso. Foto: OCHA/Otto Bakano

Família coleta água em Burkina Faso. Foto: OCHA/Otto Bakano

Mais de 40 civis foram mortos ao longo da semana passada no norte de Burkina Faso, devido a confrontos intercomunitários. A onda de violência levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a condenar na sexta-feira (4) os episódios de conflito e a deterioração das condições de segurança. De acordo com a imprensa, o país africano tem visto o avanço da violência de cunho jihadista em meses recentes, um problema que já afeta o vizinho Mali e constitui uma ameaça em toda a região do Sahel.

O primeiro ataque aconteceu na véspera de Ano Novo (31), na aldeia de Yirgou, segundo relatos da mídia. Suspeita-se que a ofensiva teria sido realizada por extremistas. No mesmo dia, o governo nacional declarou estado de emergência em algumas províncias do norte, localizadas perto da fronteira com o território malês.

Na terça-feira (1º), foram registradas represálias, que tiveram por alvo as comunidades de pastoreio da etnia muçulmana Fulani, no distrito de Barsalogo.

“O secretário-geral está preocupado com a deterioração da situação de segurança em algumas partes do país, onde as autoridades declararam um estado de emergência. Ele também está preocupado com a violência intercomunitária”, afirmou um pronunciamento divulgado na semana passada em nome de Guterres.

Segundo o comunicado, o chefe da ONU “reitera o compromisso da Organização em apoiar Burkina Faso nos seus esforços para enfrentar o terrorismo, sustentar suas reformas do setor de segurança, promover a reconciliação nacional e criar as condições para a paz e o desenvolvimento sustentáveis”.

O dirigente máximo das Nações Unidas expressou suas mais profundas condolências aos familiares das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos que ficaram feridos durante os conflitos.


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