ONU condena morte de cinegrafista no Rio de Janeiro

Segundo representante do escritório regional de direitos humanos, “os protestos pacíficos e a liberdade para informar sobre o desenvolvimento deles são um aspecto fundamental de uma democracia dinâmica e uma ferramenta indispensável para fortalecer os direitos humanos”.

Brasil: Violência em protestos sociais preocupa ACNUDH regional
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O representante para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Amerigo Incalcaterra, manifestou preocupação com a violência no contexto dos protestos sociais no Brasil, que nos últimos dias deixou pelo menos um morto, várias pessoas feridas e centenas de detentos.

Incalcaterra condenou a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade e solidarizou-se com seus familiares. O profissional da mídia foi ferido na última quinta-feira (6/2), supostamente por causa da ação de grupos violentos, no marco de uma manifestação na cidade do Rio de Janeiro.

O representante também mostrou preocupação pelas alegações de uso excessivo da força e de detenções arbitrárias de manifestantes e jornalistas por parte das forças policiais.

Ele relembrou que o Estado brasileiro tem o dever de assegurar que suas forças policiais e de ordem respeitem em todo momento e circunstância os princípios de necessidade e proporcionalidade no uso da força, conforme os tratados e padrões internacionais de direitos humanos.

Além disso, o representante do ACNUDH instou as pessoas e grupos que se manifestam a não utilizar a violência, para que todas as partes possam estabelecer um diálogo construtivo e sustentável. “A violência, de maneira alguma, é o meio para reivindicar direitos”, ressaltou.

Citando o expressado em junho de 2013 pela alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, Incalcaterra pediu às autoridades brasileiras para que “garantam o exercício do direito às liberdades de expressão e reunião pacífica, além de prevenir e investigar de forma imediata, independente, imparcial e efetiva qualquer uso excessivo da força”.

Ele comentou também que “os protestos pacíficos e a liberdade para informar sobre o desenvolvimento deles são um aspecto fundamental de uma democracia dinâmica e uma ferramenta indispensável para fortalecer os direitos humanos”.

Incalcaterra explicou também que, embora o Estado brasileiro tenha a responsabilidade de garantir a segurança pública através de um marco legislativo adequado – ainda em eventos como a Copa do Mundo da FIFA –, “isso não deve impedir nem dissuadir o exercício legítimo do direito a se manifestar e protestar”.

Nesse sentido, Incalcaterra ofereceu às autoridades do país a assessoria técnica e a experiência internacional do ACNUDH em matéria de direitos humanos.

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  • Em Santiago de Chile a María Jeannette Moya, encarregada de imprensa do Escritório Regional ACNUDH (+562 2210 2970 / moya.consultora@ohchr.org)

Brasil: violencia en protestas sociales preocupa a ACNUDH regional

SANTIAGO (11 de febrero de 2014) – El Representante para América del Sur del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (ACNUDH), Amerigo Incalcaterra, manifestó preocupación por la violencia en el contexto de las protestas sociales en Brasil, que en los últimos días ha dejado al menos una persona fallecida, varios heridos y cientos de detenidos.

Incalcaterra condenó la muerte del camarógrafo Santiago Ilídio Andrade y se solidarizó con sus familiares. El profesional de la prensa resultó herido el pasado 6 de febrero, presuntamente a raíz de la acción de grupos violentos, en el marco de una manifestación en la ciudad de Rio de Janeiro.

El Representante también se mostró preocupado por las alegaciones de uso excesivo de la fuerza y de detenciones arbitrarias de manifestantes y periodistas por parte de las fuerzas policiales.

Incalcaterra recordó que el Estado brasileño debe asegurar que sus fuerzas policiales y del orden respeten en todo momento y circunstancia los principios de necesidad y proporcionalidad al hacer uso de la fuerza, en conformidad con los tratados y estándares internacionales de derechos humanos.

A su vez, el Representante del ACNUDH instó a las personas y a los grupos que se manifiestan a abstenerse de recurrir a la violencia, para que ambas partes puedan establecer un diálogo constructivo y sostenible. “La violencia, de ninguna manera, es el medio para reivindicar derechos”, afirmó.

Reiterando lo expresado en junio de 2013 por la Alta Comisionada para los Derechos Humanos, Navi Pillay, Incalcaterra llamó a las autoridades brasileñas a “garantizar el ejercicio del derecho a las libertades de expresión y reunión pacífica, así como a prevenir e investigar de forma inmediata, independiente, imparcial y efectiva cualquier uso excesivo de la fuerza”.

En ese sentido, señaló que “las protestas pacíficas y la libertad para informar sobre el desarrollo de las mismas son un aspecto fundamental de una democracia dinámica y una herramienta indispensable para fortalecer los derechos humanos”, señaló.

Asimismo, Incalcaterra explicó que si bien el Estado brasilero tiene la responsabilidad de garantizar la seguridad pública mediante un marco legislativo adecuado – inclusive durante eventos como el Mundial de la FIFA-, “esto no debe ni impedir ni disuadir el ejercicio legítimo del derecho a manifestarse y protestar”.

A este respecto, Incalcaterra puso a disposición de las autoridades del país la asesoría técnica y la experiencia internacional del ACNUDH en materia de derechos humanos.

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