ONU condena bombardeio em funeral no Iêmen que deixou 19 mortos

Atentado teria partido das Forças Armadas para atingir o movimento separatista do sul. Representante da ONU saudou anúncio de investigação sobre o atentado.

Famílias deslocadas por conflitos em Jaar, Iêmen. Foto: IRIN/Fuad Mosead

Famílias deslocadas por conflitos em Jaar, Iêmen. Foto: IRIN/Fuad Mosead

O assessor especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iêmen, Jamal Benomar, condenou nesta segunda-feira (30) o bombardeio ocorrido em um funeral na província de Al Dhale, na sexta-feira (27).

O ataque resultou na morte de pelo menos 19 pessoas, incluindo crianças. “Ele estende suas sinceras condolências às famílias das vítimas”, disse o comunicado do porta-voz da ONU.

Benomar expressou “forte preocupação” de que o ataque teria partido de forças armadas do governo. “Ele saúda a investigação sobre o ataque por parte das autoridades e exige que os autores sejam levados à justiça”, diz o comunicado.

Segundo relatos da imprensa, o funeral era de um homem morto em confrontos entre as forças de segurança do Iêmen e um movimento separatista do sul. Testemunhas disseram à imprensa que um tanque do exército havia sido o autor do atentado.

A tensão entre os sulistas e as autoridades têm aumentado nas últimas semanas após o assassinato de um chefe local e de seus guarda-costas em um posto de inspeção no início de dezembro.

O Iêmen do Sul foi um Estado independente até a unificação com o norte, em 1990, e uma curta guerra civil foi travada em 1994. No rescaldo de uma revolta contra o governo do presidente Saleh, em 2011, as tensões separatistas tornaram-se mais proeminentes e a al-Qaeda estabeleceu bases no sul do país.