ONU condena ataques no Iraque

Campo de exílio iraniano foi atacado na manhã de sábado (9). Um dia antes, ataques que tinham como alvo áreas xiitas mataram pelo menos 36 pessoas.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Eskinder Debebe.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou fortemente neste sábado (9) um ataque de morteiro em um campo de exílio iraniano perto da capital do Iraque, Bagdá, que teria matado seis pessoas e ferido diversas outras.

De acordo com relatos da mídia, o campo de Hurriya, anteriormente conhecido como campo ‘Liberdade’, foi atacado na manhã de sábado, quando a maioria dos moradores estava dormindo. Policiais iraquianos estão entre os feridos.

O campo serve como um facilitador para o trânsito de mais de 3 mil exilados, a maioria deles membros de um grupo conhecido como Mojahedeen do Povo do Irã, onde um processo para determinar seu status de refugiado está sendo realizado pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

Moradores do campo foram previamente alocados no campo Ashraf, no leste do Iraque, mas foram transferidos no ano passado, após acordo assinado em dezembro de 2011 entre a ONU e o Governo iraquiano.

“O Secretário-Geral pediu para o Governo do Iraque, que é responsável pela segurança dos moradores de ambos os campos Liberty e Ashraf, para investigar prontamente e plenamente o incidente e levar os agressores à justiça”, disse o porta-voz de Ban Ki-moon em um comunicado. “Ele tem afirmado repetidamente que a violência e a provocação são inaceitáveis.”

Ataque em Bagdá na sexta-feira (8) deixou pelo menos 36 mortos

Representante Especial do Secretário-Geral para o Iraque e chefe da UNAMI, Martin Kobler. Foto: ONU/Rick Bajornas.

O Representante Especial do Secretário-Geral para o Iraque e chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), Martin Kobler, pediu à lideranças do país para tomar medidas imediatas e necessárias para evitar que a violência sectária se alastre, após uma série de atentados a bomba na sexta-feira (8) que matou e feriu dezenas de civis.

Os ataques foram planejados em locais com grande concentração de pessoas no bairro de Khadimiya, na região norte de Bagdá, e na cidade de Shomali, na província de Babel, disse a Missão da ONU em um comunicado à imprensa.

“Os autores de tais atos hediondos e horríveis são criminosos cruéis, cujo único objetivo é empurrar o país de volta à violência sectária”, disse Kobler.

Segundo relatos da mídia, os ataques tinham como alvo áreas xiitas, matando pelo menos 36 pessoas no que está sendo chamado de o dia mais sangrento em mais de dois meses. Enquanto isso, grupos sunitas teriam encenado protestos anti-Governo contra o Primeiro-Ministro Nouri al-Maliki.