ONU condena ataques contra forças de paz na República Centro-Africana

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Condenando fortemente os mais recentes ataques contra civis e as Nações Unidas na República Centro-Africana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que as autoridades investiguem os crimes e levem seus responsáveis à Justiça.

Soldados marroquinos da MINUSCA em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina

Soldados marroquinos da MINUSCA em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina

Condenando fortemente os mais recentes ataques contra civis e as Nações Unidas na República Centro-Africana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu no domingo (14) que as autoridades investiguem os crimes e levem seus responsáveis à Justiça.

“O secretário-geral está indignado com os ataques realizados supostamente pela milícia anti-Balaka contra civis e a missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA)”, disse seu porta-voz em comunicado.

Ele acrescentou que o secretário-geral reiterou que os ataques contra as forças de paz da ONU podem constituir crime de guerra.

Homens armados atacaram civis durante a madrugada de 12 para 13 de maio, tendo como alvo principalmente muçulmanos no bairro de Tokoyo, em Bangassou, sudeste do país, de acordo com a MINUSCA. Informações preliminares dão conta de que civis deslocados buscaram refúgio em uma mesquita, uma igreja católica e em um hospital.

“Esses ataques levaram a significativos deslocamentos, a um número indeterminado de mortes de civis e à morte de um soldado marroquino das forças de paz, levando a seis o número de soldados mortos na República Centro-Africana nesta semana”, disse o porta-voz, afirmando que Guterres ofereceu suas condolências à família das vítimas e ao governo marroquino.

No comunicado de domingo, o secretário-geral reafirmou o apoio da ONU à MINUSCA, que está na RCA para proteger civis e estabilizar o país, e manifestou seu apreço aos governos cujas tropas e polícias contribuem com as forças de paz.

A RCA está saindo de um conflito civil iniciado em 2013, com confrontos entre a principal coalizão rebelde muçulmana Séléka e a milícia anti-Balaka, formada principalmente por cristãos.

“Esses incidentes recentes demonstram que a situação na República Centro-Africana ainda é muito frágil, portanto, é necessário o apoio regional e internacional de forma contínua e sustentada para superar os desafios”, disse o porta-voz do secretário-geral.

O ataque ocorreu algumas horas depois de a ONU realizar uma cerimônia em homenagem a cinco soldados das forças de paz mortos em 8 de maio em uma vila de Yogofongo. Pessoas conectadas à milícia anti-Balaka também são suspeitas do ataque.


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