ONU condena ataques contra forças de paz na região sudanesa de Darfur

Mais recente ataque contra a missão da ONU e da União Africana tirou a vida de três integrantes das forças de paz.

Tropas da UNAMID em patrulha em Darfur do Norte. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

Tropas da UNAMID em patrulha em Darfur do Norte. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou nesta quinta-feira (16) veementemente o ataque contra a missão da ONU e da União Africana em Darfur, conhecida pela sigla UNAMID, que custou a vida de três integrantes das forças de paz.

Segundo os relatos recebidos pela ONU, os “capacetes-azuis” da UNAMID foram atacados enquanto faziam a guarda de um poço de água perto de Korma, em Darfur do Norte. Dois soldados etíopes morreram no momento do ataque, enquanto um terceiro, que foi ferido, acabou não resistindo aos ferimentos.

“Os ataques contra as forças de paz da ONU são inaceitáveis ​​e constituem uma grave violação do direito internacional”, alertou Ban Ki-moon, em um comunicado divulgado por seu porta-voz.

Estabelecida pelo Conselho de Segurança da ONU em 2007, a UNAMID tem a proteção de civis como o seu mandato principal, mas também tem a tarefa de contribuir para a segurança da assistência humanitária, o controle e verificação da execução dos contratos, bem como o apoio a um processo político inclusivo que acabe com o conflito na região de Darfur, no Sudão, que já dura mais de 10 anos.

A UNAMID também tem a tarefa de contribuir para a promoção dos direitos humanos e do Estado de Direito, além de monitorar a situação ao longo das fronteiras com o Chade e a República Centro-Africana.

A ONU estima que cerca de 385 mil pessoas foram deslocadas pelo conflito entre o Governo do Sudão e os movimentos armados em Darfur desde o início de 2014. Os combates tiveram início em 2003.

A Organização tem apelado repetidamente para as partes para que participem das negociações destinadas a alcançar um cessar-fogo permanente e de paz abrangente para o povo de Darfur.