ONU condena ataques a lugares turísticos, religiosos e usina elétrica na Turquia, Iraque e Líbia

Atentando no coração turístico de Istambul deixou ao menos dez mortos e vários feridos. Na Líbia, ataque à usina elétrica provocou corte de luz em Bengazi, prejudicando ainda mais os serviços na cidade. No Iraque, seis mesquitas e centro comercial foram alvos de atentados.

Praça Sultanahmet em Istambul, um dos principais lugares turísticos da Turquia. Foto: Flickr/Melanie Renzulli

Praça Sultanahmet em Istambul, um dos principais lugares turísticos da Turquia. Foto: Flickr/Melanie Renzulli

O secretário-geral da ONU condenou nesta terça-feira (12) o ataque terrorista na praça Sultanahmet em Istambul. Ban Ki-moon descreveu o ato como um “crime desprezível que atingiu o coração do distrito turístico de Istambul”. O ataque deixou ao menos dez pessoas mortas e feriu outras 15. Entre as vítimas estavam cidadãos turcos e alemães.

O chefe da ONU pediu para que os autores desse atentado sejam levados rapidamente à justiça e enviou suas condolências aos familiares das vítimas e aos feridos.

O alto representante para a Aliança de Civilizações da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, também deplorou veementemente o atentando e reafirmou que esses “atos hediondos” são uma ameaça a paz e segurança e contrário aos valores de tolerância, diálogo pacífico e respeito mútuo eu constituem a missão central da Aliança, a qual o governo da Turquia é copatrocinador.

Representantes da ONU também condenaram outros atentados na Líbia e Iraque. No país do Norte da África, uma importante usina elétrica em Bengazi foi atingida, deixando a população com cortes de luz de até quatro horas diárias. O coordenador humanitário e residente para a ONU na Líbia, Ali Al-Za’tari, advertiu que o ataque pode constituir um crime de guerra.

Segundo ele, os ataques apenas aumentam o sofrimento da população civil, que enfrentam condições cada vez piores de vida com a deterioração dos serviços e a distensão dos mecanismos de ajuda.

“As repercussões dessas falhas no sistema elétrico em hospitais, serviços comunitários e lares são graves e expõem a população local a mais sofrimento e privação”, adicionou.

No Iraque, o representante do secretário-geral no país, Ján Kubiš, pediu a todas as partes para não entrarem no círculo vicioso e se absterem de represálias, após o ataque a bomba contra seis mesquitas em Muqdadiya, na província de Diyala.

“Outra vez, locais de culto estão sendo atacados. Os perpetradores querem incitar a violência sectária, em uma tentativa desesperada de levar o país de volta aos dias terríveis de conflito sectário”, disse.

Kubiš também condenou os ataques a um centro comercial em Bagdá e a explosão de um carro bomba, que deixou vários mortos e muitos feridos nesta segunda-feira (11).