ONU condena ataque suicida no norte do Afeganistão

Quinze morreram, incluindo duas crianças. Onda de violência acontece ao mesmo tempo em que o país se prepara para realizar eleições presidenciais e provinciais no dia 5 de abril.

Prédio atacado em 2013, em Kabul, por grupos insurgentes armados. Foto: UNAMA/F. Waezi

Prédio atacado em 2013, em Kabul, por grupos insurgentes armados. Foto: UNAMA/F. Waezi

As Nações Unidas condenaram um ataque suicida que ocorreu esta terça-feira (18) na província afegã de Faryab, no norte do país, matando 15 civis e ferindo cerca de 50 outros.

Segundo relatos, um atacante suicida foi realizado com um explosivo improvisado detonado no centro da capital da província, Maimana. Autoridades de saúde locais confirmaram que duas crianças estão entre os mortos, e entre os feridos se encontra uma mulher grávida.

“O aumento contínuo no número de mortes de civis é trágico. Seu uso [destes dispositivos improvisados] em um local civil como um mercado é atroz e não pode ser justificado”, disse o vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão, Nicholas Haysom, em um comunicado.

Nicholas Haysom, vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão. Foto: UNAMA/Eric Kanalstein

Nicholas Haysom, vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão. Foto: UNAMA/Eric Kanalstein

Ele reiterou as muitas chamadas feitas pela Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) para o fim imediato do uso indiscriminado deste tipo de dispositivo, especialmente em áreas conhecidas por serem povoadas por civis.

Nos primeiros dois meses e meio de 2014, táticas com uso de explosivos improvisados mataram 190 civis no Afeganistão, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

A última onda de violência acontece ao mesmo tempo em que o Afeganistão se prepara para realizar eleições presidenciais e provinciais no dia 5 de abril, e em meio a um processo de transição em curso, com o governo assumindo uma maior responsabilidade por seus próprios assuntos.