ONU condena ataque mortal contra forças de paz na República Centro-Africana

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou fortemente o ataque contra um comboio com integrantes das forças de paz da ONU na República Centro-Africana, que deixou ao menos quatro capacetes-azuis mortos e um desaparecido. Presidente da Assembleia Geral visitou o país nessa semana.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou na quarta-feira (10) fortemente o ataque contra um comboio com integrantes das forças de paz da ONU na República Centro-Africana, que deixou ao menos quatro capacetes-azuis mortos e um desaparecido.

“Ataques contra integrantes das forças de paz da ONU podem constituir um crime de guerra”, disse Guterres sobre o atentado promovido por suspeitos pertencentes ao grupo anti-Balaka contra um comboio da Missão da ONU no país, a MINUSCA.

O dirigente máximo da ONU pediu às autoridades centro-africanas que investiguem o incidente, que ocorreu no eixo Rafai-Bangassou, no sudeste do país, e levem rapidamente os agressores à justiça.

Guterres ofereceu ainda suas profundas condolências às famílias das vítimas e aos governos dos países que contribuem com as tropas, bem como reiterou o seu apoio às atividades realizadas pela MINUSCA para proteger os civis e estabilizar a região.

“Apelo a todas as partes que prestem atenção ao chamado do presidente Faustin-Archange Touadéra para cessar a violência e trabalhar em conjunto para o restabelecimento do país”, acrescentou.

Os membros do Conselho de Segurança da ONU também denunciaram o incidente e manifestaram seu apoio aos parentes das vítimas e do soldado desaparecido, e se solidarizam com o Camboja, Marrocos e com a missão da ONU.

Em uma declaração à imprensa, o órgão pediu às autoridades da República Centro-Africana que continuem procurando o capacete-azul desaparecido.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, chegou também na quarta-feira ao país para dar assistência aos funcionários das Nações Unidas que trabalham no local, especialmente os soldados de paz.

Os confrontos entre a coalizão rebelde Séléka, majoritariamente muçulmana, e a milícia anti-Balaka, que são em sua maioria cristãos, colocaram o país de 4,5 milhões de pessoas em um conflito civil em 2013.