ONU condena assassinatos de seis agentes de campanha contra poliomielite no Paquistão

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e duas agências da ONU condenaram nesta terça-feira (18) os assassinatos, em 24 horas, de pelo menos seis pessoas que trabalhavam na campanha de vacinação contra poliomielite no Paquistão.

Os seis – cinco mulheres paquistanesas e um homem – foram atingidos por tiros nas cidades de Karachi (província de Sindh) e Peshawar (província de Khyber Pakhtunkhwa).

A vacinação foi temporariamente suspensa por questões de segurança. O Paquistão é um dos três países, juntamente com Afeganistão e Nigéria, onde a polio ainda é endêmica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disseram que os seis mortos estavam entre os milhares que trabalham abnegadamente em todo o Paquistão para erradicar a poliomielite. “Tais ataques privam as populações mais vulneráveis do Paquistão – especialmente crianças – de intervenções básicas de saúde que são vitais”, declararam em comunicado conjunto.

“Apelamos aos líderes das comunidades afetadas e a todos os interessados para que façam o possível para proteger os trabalhadores de saúde e criar um ambiente seguro para que possamos atender as necessidades de saúde das crianças do Paquistão”, acrescentaram as agências.

Em Nova York, o porta-voz do Secretário-Geral, Martin Nesirky, afirmou que os ataques são “absurdos e imperdoáveis”.