ONU condena assassinato de funcionário na Somália e pede mais proteção para agentes humanitários

Yassin Mohamed Hassan, morto ontem (27), era funcionário da FAO. Desde agosto de 2011, 20 trabalhadores humanitários foram mortos no país.

Trabalhadores humanitários preparam alimentos para os somalis em um centro de Programa Mundial de Alimentos (PMA) na capital, Mogadíscio. Foto: OCHA / A. Gaitanis

As Nações Unidas na Somália condenaram hoje (28) o assassinato de um trabalhador humanitário que atuava na agência de ajuda alimentar da ONU, no sul do país.

Yassin Mohamed Hassan, funcionário da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), foi morto na manhã de ontem (27) em um ataque de um grupo armado na cidade portuária somali de Merka.

“A ONU lembra a todos os atores na Somália sobre a natureza neutra e imparcial da ação humanitária e apela a todas as partes para que permitam que os trabalhadores humanitários continuem a servir com segurança todos os necessitados no país, onde quer que estejam”, disse por meio de comunicado emitido pela Escritório do Coordenador Residente e Coordenador Humanitário da ONU para a Somália, Mark Bowden.

“Como os civis continuam a ser as principais vítimas do conflito em curso, a ONU pede que todas as partes minimizem o impacto para eles”, acrescentou o comunicado. Desde agosto de 2011, 20 trabalhadores humanitários foram mortos na Somália, no esforço de trazer alívio e apoio para milhões de pessoas necessitadas.