ONU colabora com controle do surto de sarampo no Amazonas e em Roraima

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A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) está colaborando com as ações para controle do surto de sarampo em dois estados brasileiros: Amazonas (271 casos confirmados, todos em Manaus) e Roraima (200 casos confirmados). O aumento no número de casos da doença em Manaus levou o município a decretar na terça-feira (3) situação de emergência por 180 dias.

Conforme a mais recente atualização epidemiológica da OPAS/OMS, publicada no início de junho (8), onze países do continente americano já notificaram casos confirmados de sarampo. Foto: Wilson Dias/ABr

Conforme a mais recente atualização epidemiológica da OPAS/OMS, publicada no início de junho (8), onze países do continente americano já notificaram casos confirmados de sarampo. Foto: Wilson Dias/ABr

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) está colaborando com as ações para controle do surto de sarampo em dois estados brasileiros: Amazonas (271 casos confirmados, todos em Manaus) e Roraima (200 casos confirmados). O aumento no número de casos da doença em Manaus levou o município a decretar na terça-feira (3) situação de emergência por 180 dias.

A decisão busca agilizar as ações de prevenção e controle, visando à quebra da cadeia de transmissão do vírus do sarampo. A OPAS/OMS enviou à Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, na sexta-feira (29), uma nota técnica com subsídios favoráveis à tomada dessa medida e tem enviado especialistas para colaborar com as ações de resposta à doença conduzidas pelo governo municipal, em coordenação com o governo estadual e federal.

Localizado na região Norte do Brasil, Manaus é um polo industrial, comercial e turístico, que recebe um grande número de viajantes nacionais e internacionais. Esse cenário, aliado ao fato de que já foram identificados casos confirmados da doença nos estados do Rio Grande do Sul, Rondônia e Mato Grosso, representa risco de propagação do sarampo para países vizinhos.

Por isso, a OPAS/OMS está apoiando as atividades de vacinação, vigilância, gestão, informação, educação, comunicação social, resposta rápida e mobilização de recursos no estado do Amazonas.

O organismo internacional também está auxiliando o governo federal do Brasil no fornecimento de seringas, na compra de materiais para manter a temperatura adequada das vacinas, na contratação de cerca de 200 vacinadores, aluguel de veículos para transporte de equipes de saúde, planejamento de ações de imunização e no envio de especialistas para apoiar as autoridades nacionais e locais no estado de Roraima.

Américas

Conforme a mais recente atualização epidemiológica da OPAS/OMS, publicada no início de junho (8), onze países do continente americano já notificaram casos confirmados de sarampo neste ano: Antígua e Barbuda, Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Venezuela.

A região das Américas foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A principal medida para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, juntamente com a implementação de um sistema de vigilância de alta qualidade e sensível o suficiente para detectar de forma oportuna quaisquer casos suspeitos.

Tendo em vista as contínuas importações do vírus de outras regiões do mundo e os surtos em curso nas Américas, a OPAS/OMS pede que países e territórios vacinem a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios; vacinem populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos, motoristas de táxi, etc.) e viajantes internacionais.

Também orienta os países a manter uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região; a fortalecer a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios dentro de cinco dias após serem tomadas.

Outras orientações incluem fornecer uma resposta rápida frente aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (ou seja, que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região). Uma vez ativada a equipe de resposta rápida, deve-se assegurar uma coordenação permanente entre os níveis nacionais e locais, com canais de comunicação permanentes e fluidos.

A OPAS/OMS também orienta os países a identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização.

Além disso, a OPAS/OMS recomenda aos seus Estados-membros que aconselhem a vacinação contra sarampo e rubéola, preferencialmente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a todos os viajantes com mais de 6 meses de idade que não puderem comprovar vacinação ou imunidade. Segundo a agência da ONU, é importante que isso seja feito pelo menos duas semanas antes de viajarem para áreas onde a transmissão do sarampo foi registrada.


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