ONU cobra ação para reduzir exclusão e discriminação de pessoas com deficiência

“Precisamos de medidas urgentes para reduzir a exclusão, a desigualdade e a discriminação”, disse o vice-secretário-geral da ONU durante Convenção sobre o tema.

Serra-Leoneses que sofreram amputações jogam futebol em uma partida amistosa. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Serra-Leoneses que sofreram amputações jogam futebol em uma partida amistosa. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Empoderar as pessoas com deficiência e garantir os seus direitos significarão avanços para a sociedade como um todo, disse Jan Eliasson, vice-secretário-geral das Nações Unidas, pedindo o reforço da cooperação e parceria global sobre o assunto na Oitava Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos da Pessoas Portadoras de Deficiência.

O encontro de três dias, iniciado nesta terça-feira (9) na sede da ONU em Nova York, tem o objetivo de fazer um balanço das realizações do passado e olhar para frente em estratégias para o futuro. O tratado sobre pessoas com deficiência foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em abril de 2006, após cinco anos de negociações.

“A Convenção de 2006 marcou uma mudança conceitual – de uma instituição de caridade e abordagem médica à visão baseada nos direitos humanos de deficiência. Esta mudança vai nos guiar na direção certa daqui para frente”, disse Eliasson em seu discurso de abertura. “Nossa mensagem fundamental antes e agora é que todos os seres humanos são iguais e que constantemente tem que viver de acordo com essa afirmação da dignidade humana”, acrescentou enquanto elogiando a Convenção de 154 Estados Partes, incluindo o Brasil, e os 86 que ratificaram ou aderiram à seu Protocolo Facultativo.

O secretário-geral adjunto celebrou o foco sobre a integração dos direitos das pessoas com deficiência na agenda de desenvolvimento pós-2015, dizendo que esse enfoque garantirá uma vida digna para todos.

“O fato trágico é que as pessoas com deficiência estão entre os mais excluídos e isolados em praticamente todas as regiões do mundo. Precisamos de medidas urgentes para reduzir a exclusão, desigualdade e discriminação”, disse.