ONU: Cidades devem usar todos os recursos locais possíveis para evitar desastres naturais

Chefe de escritório para redução de desastres afirmou que áreas urbanas devem se planejar melhor para enfrentar inundações e aumentar a parceria com comunidades locais.

Chefe da UN/ISDR, Margareta Wahlström, sendo entrevistada no Marrocos. Foto: UN/ISDR

Chefe da UN/ISDR, Margareta Wahlström, sendo entrevistada no Marrocos. Foto: UN/ISDR

Caso as metrópoles não usem plenamente seus recursos locais para diminuir os riscos de desastres, as inundações das áreas urbanas vão representar ameaças cada vez mais constantes para o bem-estar das cidades, alertou a chefe da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UN/ISDR), Margareta Wahlström, na sexta-feira (4) em um congresso em Rabat, capital do Marrocos.

Ela ressaltou que mais deve ser feito para reduzir as causas dos desastres. Entre as medidas sugeridas estão a melhor regulamentação de planejamento, gestão dos ecossistemas locais e acesso ao conhecimento sobre os riscos que corre determinada área urbana.

“As cidades bem-sucedidas e seguras do futuro vão ver mais parcerias com base nas perspectivas de pequenas comunidades e gestores de desastres a nível local. Essas comunidades são as que enfrentam os maiores desafios e, muitas vezes, têm menos recursos do que as metrópoles”, disse Wahlström, acrescentando que a criatividade das cidades para lidar com as ameaças de inundação mostra que o problema pode ser resolvido.

No ano passado, 116 milhões de pessoas em todo o mundo foram afetadas por enchentes e muitas foram forçadas a sair de suas casas. A UN/ISDR lançou uma campanha em 2010 para ajudar as cidades e, segundo Wahlström, já possui mais de 1500 membros e uma grande melhoria de muitos municípios.

Os 10 pontos essenciais da campanha incluem a participação de grupos de cidadãos e da sociedade civil, a construção de alianças locais, a garantia de que todos os departamentos compreendem o seu papel para a redução do risco de desastres e que a informação e os planos estejam disponíveis para o público.

Outras medidas a serem tomadas são o investimento em infraestrutura crítica, tais como drenagem de enchentes, melhoria da segurança escolar e centros de saúde, reforço de edifícios e regulamentos de uso do solo, fornecimento de treinamento para a redução do risco de desastres nas escolas e nas comunidades locais, proteção dos ecossistemas e instalação de sistemas de alerta precoce e de capacidades de gestão de emergências.