ONU: cerca de 100 refugiados e migrantes estão desaparecidos após naufrágio no Mediterrâneo

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta quinta-feira (25) que em torno de cem refugiados e migrantes estão desaparecidos, após um naufrágio no Mediterrâneo.

A embarcação que levava cerca de 250 passageiros deixou a Líbia, mas apresentou uma falha nos motores e virou perto da costa da cidade de Khums. Segundo a OIM, 145 pessoas conseguiram se salvar e retornar ao litoral líbio.

Barco que transportava refugiados e migrantes à deriva no mar Mediterrâneo pouco antes de ser resgatada pela Marinha italiana em 2014. Foto: Marinha italiana

Barco que transportava refugiados e migrantes à deriva no mar Mediterrâneo, pouco antes de ser resgatado pela Marinha italiana em 2014. Foto: Marinha italiana

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta quinta-feira (25) que em torno de cem refugiados e migrantes estão desaparecidos, após um naufrágio no Mediterrâneo. A embarcação que levava cerca de 250 passageiros deixou a Líbia, mas apresentou uma falha nos motores e virou perto da costa da cidade de Khums. Segundo a OIM, 145 pessoas conseguiram se salvar e retornar ao litoral líbio.

De acordo com relatos de sobreviventes — a maioria deles oriunda da Eritreia e do Sudão —, a embarcação levava cerca de 250 passageiros. Entre os desaparecidos, estão mulheres e crianças.

Em mensagem no Twitter, o chefe da OIM, António Vitorino, afirmou que essa é a pior tragédia ocorrida no Mediterrâneo em 2019. “Restaurar o resgate no mar, acabar com a detenção de refugiados e migrantes na Líbia, aumentar os caminhos seguros para fora da Líbia, (isso) precisa acontecer agora, antes que seja tarde demais para muitas outras pessoas desesperadas”, acrescentou o dirigente.

Também pela rede social, o porta-voz global da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para a África e o Mediterrâneo, Charlie Yaxley, ressaltou que o status quo na forma como países estão lidando com a migração não pode continuar.

“Não podemos ignorar que as jornadas de barco estão se tornando cada vez mais perigosas. Este ano, uma pessoa morreu na rota da Líbia para a Europa para cada seis que chegaram à costa europeia. Uma taxa de morte chocante. Não podemos fechar os olhos”, disse o representante do organismo internacional.