ONU censura brutalidade das Forças de Segurança da Guiné após repressão a manifestantes

 

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou hoje (31) preocupação sobre o uso excessivo de força pelas tropas nacionais guineanas. Na segunda-feira as Forças de Segurança da Guiné confrontaram manifestantes na capital Conacri.

O Porta-Voz do ACNUDH, Rupert Colville, disse que as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo na casa de um líder oposicionista. “Relatórios informam que balas de fogo também foram utilizadas e pessoas foram presas, severamente espancadas e machucadas”, acrescentou Colville durante coletiva de imprensa em Genebra.

Os conflitos ocorreram semanas após a morte de seis manifestantes por tropas nacionais na cidade de Zogota, no dia 3 de agosto. As mortes aconteceram após protestos contra uma companhia mineradora local. “O Governo lançou um inquérito sobre os assassinatos e solicitou às autoridades a garantia de que os responsáveis sejam presos”, disse o Porta-Voz do ACNUDH.

Colville solicitou maior liberdade para os protestos. “Os manifestantes devem ter a permissão de exercitar seu direito de live associação e expressão, e os oficias devem cumprir a lei e a ordem de uma maneira apropriada”.

Em 2009, pelo menos 150 guineanos foram mortos e outros estuprados depois que as forças armadas abriram fogo contra manifestantes desarmados em Conacri.