ONU celebra desembarque de refugiados salvos no Mediterrâneo, mas critica demora de países europeus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou nesta quarta-feira (9) a notícia de que 49 refugiados e migrantes resgatados, a bordo dos navios Sea Watch 3 e Albrecht Penck, desembarcaram com segurança em Malta.

Mas o organismo também expressou preocupação com a demora em encontrar uma solução para o impasse no Mediterrâneo — o Sea Watch 3 ficou mais de 18 dias no oceano, sem poder atracar, mesmo transportando mulheres e crianças. Situação foi considerada “inaceitável”.

Um homem com um bebê de um ano de idade desembarca do navio de resgate Sea Watch, em Malta. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

Um homem com um bebê de um ano de idade desembarca do navio de resgate Sea Watch, em Malta. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou nesta quarta-feira (9) a notícia de que 49 refugiados e migrantes resgatados, a bordo dos navios Sea Watch 3 e Albrecht Penck, desembarcaram com segurança em Malta. Mas o organismo também expressou preocupação com a demora em encontrar uma solução para o impasse no Mediterrâneo — o Sea Watch 3 ficou mais de 18 dias no oceano, sem poder atracar, mesmo transportando mulheres e crianças. Situação foi considerada “inaceitável” pelo ACNUR.

“Elogiamos as autoridades maltesas por terem dado um porto seguro e (também) a decisão de oito países europeus de recebê-los”, afirma nota publicada no website da instituição. O ACNUR, porém, completa o comunicado, “está muito preocupado com o fato de que a busca por uma solução para o sofrimento das pessoas resgatadas no mar e obviamente em perigo tenha demorado tanto”.

“O resgate no mar não acaba quando alguém é tirado da água, significa (além disso) levá-los para terra firme e para um local de segurança o mais rápido possível”, afirmou o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.

O dirigente disse que “o imperativo de salvar vidas vem acima da política e não pode ser uma responsabilidade que é negociada caso a caso”.

Apesar de propostas apresentadas pelo ACNUR e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), o progresso tem sido lento nas tentativas de criar um sistema coletivo e previsível para o desembarque de pessoas resgatadas no Mediterrâneo. Com isso, continua a prevalecer uma abordagem que avalia cada situação em particular. Indivíduos resgatados no Mediterrâneo enfrentam dias ou até semanas de espera antes de receberem permissão para aportar no continente.

Segundo o ACNUR, 116.674 pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em 2018, número que representa uma redução significativa na comparação com anos anteriores e um retorno a níveis pré-2014. No entanto, a travessia se tornou mais fatal. Uma morte foi registrada entre cada 50 indivíduos que tentaram a jornada.


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