ONU busca inspiração em projeto paraibano para estimular produção de algodão em países africanos

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Uma equipe do Centro de Excelência contra a Fome da ONU foi em julho à Paraíba conhecer boas práticas do setor algodoeiro local. Levantamento identificou iniciativas que podem ser replicadas pelo programa Além do Algodão, voltado para produtores de quatro países africanos — Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia.

Técnicos do Centro de Excelência contra a Fome da ONU visitam agricultores familiares que trabalham com algodão. Foto: PMA

Técnicos do Centro de Excelência contra a Fome da ONU visitam agricultores familiares que trabalham com algodão. Foto: PMA

Uma equipe do Centro de Excelência contra a Fome da ONU foi em julho à Paraíba conhecer boas práticas do setor algodoeiro local. Levantamento identificou iniciativas que podem ser replicadas pelo programa Além do Algodão, voltado para produtores de quatro países africanos — Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia.

O Projeto Algodão Paraíba promove, no semiárido, a produção consorciada da fibra com culturas alimentares. Os alimentos são comercializados em mercados locais e regionais, incluindo para o programa de alimentação escolar. A estratégia foi uma das experiências visitadas pelo Centro de Excelência durante os dias 26 e 27 de julho.

O principal objetivo da iniciativa estadual é fomentar a participação do agricultor familiar na cadeia do algodão orgânico. Os lavradores recebem assistência técnica para melhorar os índices de produtividade e diminuir seus custos.

O programa Além do Algodão vai ajudar agricultores africanos a escoar os subprodutos do algodão, como o óleo e a torta, e os produtos consorciados, como milho, sorgo e feijão. As boas práticas do Brasil servirão de inspiração para a cooperação Sul-Sul com o Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia. O projeto é executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (EMATER), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a empresa Norfil e diferentes atores públicos e privados.

A missão à Paraíba teve a participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Técnicos do organismo do Itamaraty e do Centro de Excelência mapearam o papel desempenhado por cada ator na cadeia do algodão, como cooperativas, empresas e instituições públicas. Especialistas também identificaram boas práticas agrícolas aplicadas ao cultivo da fibra e avaliaram o potencial comercial do algodão, bem como os mecanismos de auxílio aos agricultores.


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