ONU Brasil lembra 50 anos da Batalha de Stonewall, a origem do orgulho LGBTI

No dia em que o levante de Stonewall completou 50 anos, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, assim como funcionárias e funcionários da Organização no país, lembraram em Brasília (DF) o Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Intersexo) com a Campanha Livres & Iguais.

Em 28 de junho de 1969, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBTI contra uma invasão da polícia de Nova Iorque ao bar Stonewall Inn, em Manhattan, marcou simbolicamente o início do movimento, que tem demandado reconhecimento e direitos em todo o mundo.

Coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic (ao centro), celebra Dia do Orgulho LGBTI com funcionárias e funcionários das Nações Unidas no país. Foto: UNFPA

Coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic (ao centro), celebra Dia do Orgulho LGBTI com funcionárias e funcionários das Nações Unidas no país. Foto: UNFPA

No dia em que o levante de Stonewall completou 50 anos, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, assim como funcionárias e funcionários da Organização no país, lembraram em Brasília (DF) o Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Intersexo) com a Campanha Livres & Iguais.

Em 28 de junho de 1969, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBTI contra uma invasão da polícia de Nova Iorque ao bar Stonewall Inn, em Manhattan, marcou simbolicamente o início do movimento, que tem demandado reconhecimento e direitos em todo o mundo.

A bandeira arco-íris, símbolo da luta por direitos das populações LGBTI, foi hasteada na Casa da ONU em Brasília, como uma forma de demonstrar o apoio das Nações Unidas ao Dia do Orgulho LGBTI, reafirmando o respeito à diversidade de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero e características sexuais no ambiente de trabalho.

Em 1970, ocorreu a primeira parada do orgulho LGBTI. Hoje, as paradas e marchas acontecem em quase todos países e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano.

A ONU Brasil lembra que, nos últimos 50 anos, houve avanços no que diz respeito à garantia de direitos para a comunidade LGBTI. No entanto, a perseguição, a discriminação e a violência contra essas pessoas continuam em muitos países.

Assista ao vídeo da Campanha Livres & Iguais:

Sobre a Campanha Livres & Iguais

A Livres & Iguais é a campanha das Nações Unidas pela promoção da igualdade de direitos de pessoas LGBTI. O projeto é uma iniciativa inédita e global do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

A campanha é motivada pelo reconhecimento de que a orientação sexual e a identidade de gênero atuam como fatores que estruturam desigualdades sociais e afetam negativamente a realização plena dos direitos humanos das pessoas LGBTI.

A Campanha Livres & Iguais tem por objetivo promover a conscientização sobre a violência e a discriminação homofóbica e transfóbica e impulsionar um maior respeito pelos direitos das pessoas LGBTI, em todos os lugares do mundo.

Implementada no Brasil em 2014, a iniciativa possui parcerias com órgãos governamentais e privados, contando com Daniela e Malu Mercury, a cantora Liniker e o cantor Johnny Hooker como seus Campeões da Igualdade.

Saiba mais sobre os projetos desenvolvidos para a população trans no âmbito da campanha Livres & Iguais clicando aqui.

Padrões de conduta LGBTI para empresas no Brasil

Em setembro de 2017, o ACNUDH lançou os Padrões de Conduta para Empresas no enfrentamento à discriminação contra pessoas LGBTI.

Atualmente, mais de 300 empresas do mundo todo manifestaram publicamente apoio à iniciativa — o Brasil está em terceiro lugar em número de empresas apoiadoras.

Os Padrões de Conduta indicam que corporações devem empreender esforços para eliminar toda forma de discriminação LGBTIfóbica — dentro e fora das empresas.

Preconceito e abusos de direitos humanos devem ser combatidos durante o recrutamento, contratação e em todo o ambiente corporativo.

As empresas devem eliminar ações discriminatórias no que tange a benefícios e ao respeito à privacidade dos empregados.

Baseados em normas e boas práticas reconhecidas internacionalmente, os Padrões de Conduta foram elaborados após um ano de reuniões consultivas regionais, com representantes de empresas e da sociedade civil de Europa, África, Ásia e Américas.

As diretrizes oferecem às empresas de pequeno, médio e grande porte — nacionais e multinacionais — orientações sobre como respeitar os direitos da população LGBTI. Entre essas orientações, estão cinco compromissos básicos:

• SEMPRE: Respeitar os direitos humanos de funcionários, clientes e membros da comunidade LGBTI;
• NO LOCAL DE TRABALHO: Acabar com a discriminação contra funcionários LGBTI e apoiá-los no ambiente de trabalho;
• NO MERCADO: Não discriminar clientes, fornecedores e distribuidores LGBTI, além de insistir que seus parceiros de negócios também não discriminem;
• NA COMUNIDADE: Defender os direitos humanos de pessoas LGBTI nas comunidades onde realizam seus negócios;

Clique aqui para saber mais sobre os Padrões de Conduta.

As Nações Unidas têm uma iniciativa global desenvolvida e pensada por seus funcionárixs LGBTI — a UN Globe.

Trata-se de um grupo que representa a comunidade LGBTIQ+ dentro do Sistema ONU e promove debates e recomendações para todas agências, fundos e escritórios da ONU para eliminar homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e intersexofobia.

Saiba mais em: http://www.unglobe.org/


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