ONU: Biodiversidade é crucial para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza

No Dia Internacional da Diversidade Biológica, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pede à comunidade internacional para retomar o compromisso em reduzir a taxa de perda de biodiversidade no mundo.

Onça Pintada. Foto: Flickr/Wilson Severino (Creative Commons)

Onça Pintada. Foto: Flickr/Wilson Severino (Creative Commons)

No Dia Internacional da Diversidade Biológica o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou nesta sexta-feira (22) que a diversidade de vida na terra é essencial para o bem-estar da atual e futura geração. Ban pediu a comunidade internacional para retomar o compromisso em reduzir a taxa de perda de biodiversidade, particularmente com a ONU se preparando para adotar um novo conjunto de metas de desenvolvimento em setembro durante a Assembleia Geral.

Ele ressaltou que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) vão oferecer uma oportunidade para integrar a biodiversidade e promover uma mudança transformadora na forma como as economias e sociedades usam e respeitam a biodiversidade.

Ban disse também que reduzir o desmatamento e a degradação dos solos e aumentar os estoques de carbono em florestas, terras secas, pastagens e terras agrícolas gera benefícios significativos e são formas rentáveis para diminuir a mudança climática. Assim, qualquer quadro de desenvolvimento sustentável deve proporcionar condições para a conservação e uso sustentável da biodiversidade para o compartilhamento igualitário dos benefícios.

Na ocasião da data, o secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), o brasileiro Braulio F. Souza Dias, disse que a biodiversidade serve como um fundamento essencial do sistema de suporte de vida da Terra sobre o qual o desenvolvimento e o bem-estar das gerações atuais e futuras dependem.

“A biodiversidade sustenta todas essas funções e benefícios essenciais para o bem-estar humano nos ecossistemas, não só em termos de nossas economias, mas também para a nossa saúde, segurança alimentar, prevenção de riscos naturais, e as nossas raízes culturais”, acrescentou.