Nações Unidas aumentam apelo humanitário contra crise na Síria para 347 milhões de dólares

Revisão foi anunciada no Fórum Humanitário da Síria, em Genebra, que reuniu mais de 350 participantes dos países e organizações internacionais. Número de pessoas necessitadas dobrou para 2,5 milhões desde julho.

Refugiados sírios chegam na Jordânia, onde estão sendo abrigados no acampamento Za'atari. (Foto: ACNUR / A. Eurdolian)

A Organização das Nações Unidas e seus parceiros aumentaram hoje (7) o seu apelo humanitário contra a crise na Síria de 180 milhões para 347 milhões de dólares. A Organização afirmou que o número de pessoas necessitadas dobrou para 2,5 milhões desde julho.

O Plano de Resposta Humanitária da Síria foi revisado e se concentra nas áreas prioritárias da saúde, alimentação, meios de subsistência, reabilitação de infraestruturas, serviços comunitários, educação e abrigo, em Homs, Hama, Idlib, Damasco, Damasco rural, Deir Ezzor e Aleppo, bem como nas áreas que abrigam um grande número de pessoas deslocadas internamente.

A revisão foi anunciada no Fórum Humanitário da Síria, em Genebra, que reuniu mais de 350 participantes dos Estados-Membros, organizações regionais, organizações não governamentais (ONGs) internacionais e agências humanitárias da ONU. O objetivo foi mobilizar os recursos necessários para prestar assistência a centenas de milhares de pessoas deslocadas pelo conflito.

Fila de refugiados sírios para receber itens de ajuda humanitária no acampamento Za'atri, da Jordânia. (Foto: ACNUR / S. Malkawi)

A agência de refugiados da ONU anunciou também hoje (7) que está ampliando a sua resposta de emergência na Síria, como parte do Plano da ONU. A revisão pede agora o apoio de 41,7 milhões dólares para atender vítimas dos conflitos.

“A ajuda que estamos buscando inclui itens domésticos, assistência financeira a 200 mil pessoas consideradas vulneráveis, assistência médica, aconselhamento das populações deslocadas, reabilitação de abrigos e apoio a refugiados e deslocados sírios, bem como incentivo para que as crianças voltem para a escola”, afirmou um Porta-Voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards, em uma entrevista coletiva em Genebra.