ONU: ataque contra refugiados que deixavam cidades sitiadas na Síria é ‘monstruoso’ e ‘covarde’

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De acordo com dados da imprensa, um carro-bomba atingiu um comboio humanitário, deixando pelo menos 126 pessoas mortas, incluindo crianças, e muitos outros civis feridos.

“Os perpetradores de um ataque tão monstruoso e covarde exibiram um desprezo desavergonhado pela vida humana”, disse o chefe humanitário das Nações Unidas, lembrando sobre acordo de retirada de civis.

Criança em meio a destroços em Alepo, na Síria. Foto: OCHA/Romenzi

Criança em meio a destroços em Alepo, na Síria. Foto: OCHA/Romenzi

A ONU condenou o ataque ocorrido no sábado (15) em Rasheedin, no oeste de Alepo, na Síria, contra cerca de 5 mil refugiados que viajam de regiões sitiadas em Foah e Kefraya com destino a áreas controladas pelo governo.

De acordo com informações da imprensa internacional, um carro-bomba atingiu um comboio humanitário, deixando pelo menos 126 pessoas mortas – incluindo crianças – e muitos outros civis feridos.

“Pedimos a todas as partes que garantam a segurança das pessoas que estão esperando para serem retiradas”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, sublinhando a necessidade de levar os autores dos delitos à justiça.

Dujarric acrescentou que as evacuações estavam sendo conduzidas seguindo as diretrizes do “Acordo das Quatro Cidades”, destinado a facilitar o acesso humanitário em Foah, Kefraya, Madaya e Zabadani.

O porta-voz da ONU também expressou condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

Em comunicado à imprensa, o coordenador humanitário das Nações Unidas, Stephen O’Brien, denunciou nos termos mais fortes o ataque e lembrou aos lados em conflito sobre suas obrigações no âmbito do direito humanitário internacional, que proíbe expressamente qualquer agressão contra civis.

“Os perpetradores de um ataque tão monstruoso e covarde exibiram um desprezo desavergonhado pela vida humana”, disse O’Brien.

“O direito internacional humanitário é muito claro: as partes em conflito devem proteger inocentes e distinguir entre alvos militares e civis”, acrescentou.

O diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake, afirmou que o ataque deve renovar a determinação de todos de alcançar as crianças em necessidade no país com socorro e apoio.

“Depois de seis anos de guerra, carnificina e muito sofrimento na Síria, surge um novo horror que deve partir o coração de qualquer pessoa que tenha um”, lamentou Lake.

Diante da agressão, organizações humanitárias – incluindo o Crescente Vermelho Árabe Sírio e outros parceiros da ONU – estão prestando assistência aos feridos, inclusive com sua transferência para hospitais.


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