ONU articula rede para impedir a caça de elefantes na África

Alguns países possíveis de passagem ou de destinação do marfim obtido nas caças já foram requisitados para cooperar e permanecer vigilantes.

(PNUMA)De acordo com um comunicado de imprensa da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES), perto de 450 elefantes foram mortos no norte de Camarões recentemente, no contexto de um aumento de caçadas em busca do marfim do elefante. O material é valorizado no mercado ilegal.

O Programa da CITES para o Monitoramento de Caçada Ilegal de Elefantes revelou aumento das caçadas em 2011. A suposição é que o marfim obtido seja trocado por armas, dinheiro e munição para financiar conflitos em países vizinhos. “A caçada de elefantes(…) reflete um novo comércio que detectamos se desenrolar entre vários países, onde caçadores bem armados podem exterminar, impunemente, elefantes com frequência”, disse o Secretário-Geral da Convenção, John E Scanlon.

Scanlon disse que os governos da região estão oferecendo suporte para achar os caçadores, assim como localizar e dimensionar o marfim obtido dos abates. Alguns países possíveis de destinação ou de passagem já foram requisitados a cooperar e permanecer vigilantes. Países como Camarões, Chad, República Democrática do Congo foram acionados para fortalecer esforços e criar mecanismos contra a caça na África.

Scanlon nomeou Ben Janse Van Rensburg como um nome central do secretariado do CITES para a coordenação da resposta aos incidentes de caça de elefantes. A idéia é envolver o Consórcio Internacional de Combate ao Crime contra a Vida Selvagem, órgão que inclui a Interpol, a Organização Mundial das Alfândegas, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Banco mundial, para compartilhar inteligência, que poderia ser usada para capturar criminosos, recuperar o marfim e prevenir incidentes.