ONU aponta fortalecimento do crescimento global; regiões mais pobres não acompanham projeções

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Relatório parcial Situação Econômica Mundial e Perspectivas – 2017, lançado nesta terça-feira (16) pela ONU, aponta que a economia global cresceu nos últimos seis meses, mas a recuperação na América do Sul está mais lenta do que o esperado.

Embora países asiáticos continuem tendo as economias mais dinâmicas, 35% da população dos países menos desenvolvidos continuarão na extrema pobreza em 2030.

Foto: ONU-Habitat / Luis Brito

Foto: ONU-Habitat / Luis Brito

O crescimento da economia global seguiu as expectativas e aumentou nos últimos seis meses, mas em muitas regiões ele ainda está abaixo dos níveis desejáveis para um rápido progresso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A conclusão está no relatório parcial Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2017, lançado nesta terça-feira (16) em Nova Iorque.

O relatório identifica uma tentativa de recuperação da produção industrial mundial, com aumento do comércio global, puxado primariamente pela demanda de importação do leste asiático. O Produto Mundial Bruto (PMB) deve crescer 2,7% em 2017 e 2,8% em 2018, mantendo as previsões feitas pela ONU em janeiro deste ano. Isto aponta uma aceleração em relação ao crescimento de 2,3% em 2016.

Em comunicado divulgado à imprensa, Lenni Montiel, assistente do secretário-geral para Política de Desenvolvimento do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, reforçou a “necessidade de revigorar os compromissos globais com a coordenação política internacional de alcançar uma recuperação balanceada e sustentável de crescimento global, garantindo que nenhuma região fique para trás”.

De acordo com o relatório, sustentar a recuperação econômica global requer firme crescimento em muitos países desenvolvidos e economias em transição, com leste e sul asiático permanecendo as regiões mais dinâmicas. Entretanto, a recuperação econômica na América do Sul está mais lenta do que o esperado e o Produto Doméstico Bruto (PDB) per capita está em declínio ou estagnado em diversas partes da África.

As previsões de crescimento do Produto Mundial Bruto em alguns países menos desenvolvidos estão sendo revisadas para baixo desde janeiro, com o crescimento do grupo todo projetado para permanecer muito abaixo do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de pelo menos 7%. O relatório aponta que com a atual trajetória de crescimento e assumindo que não haverá declínio na desigualdade, cerca de 35% da população dos países menos desenvolvidos continuarão na extrema pobreza em 2030. Esforços adicionais são necessários para criar um ambiente que acelere o crescimento no médio prazo e combata a pobreza com políticas que tratem as desigualdades de renda e oportunidades. O relatório indica a combinação de políticas de curto prazo para apoiar o consumo entre os mais carentes e políticas de longo prazo, como melhoria no acesso a saúde e educação e investimento em infraestrutura.

O relatório aponta que a dinâmica inflacionária nas economias desenvolvidas atingiu um momento decisivo e os riscos de uma deflação prolongada foram amplamente dissipados. Por outro lado, pressões inflacionárias diminuíram em muitos mercados emergentes, ajudando a puxar as taxas para baixo.

Há um grande peso de incertezas na política internacional, o que inibirá uma forte recuperação do investimento privado em todo o mundo. Setores corporativos de muitas economias emergentes estão vulneráveis a súbitas mudanças nas condições de financiamento e fluxos de caixa desestabilizadores, que podem desencadear aumentos inesperados nas taxas de juros nos Estados Unidos.

O relatório aponta alguns pontos positivos na sustentabilidade ambiental. O nível de emissão de carbono global está estagnado por três anos consecutivos. Isto reflete o crescimento da geração de energia renovável, investimento em eficiência energética, transição do carvão para o gás natural e também crescimento econômico mais lento em alguns dos maiores emissores.

Olhando adiante, o relatório pede renovação dos comprometimentos globais para aprofundar a coordenação da política internacional em áreas chaves, incluindo alinhamento multilateral no sistema de comércio com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aumento da ajuda oficial para desenvolvimento, suporte ao financiamento climático e transferência de tecnologia limpa e destaca os desafios impostos pelos grandes movimentos de refugiados e migrantes.

Para mais informações, clique aqui.

Para acessar a íntegra do relatório parcial de 2017, clique aqui: 

Informações para a imprensa:

Departamento de Informação Pública das Nações Unidas

Francyne Harrigan, T : +1 (917) 367-5414 | Email : harriganf@un.org
Kensuke Matsueda, T: +1 (917) 367-5418 | Email: matsueda@un.org
Sharon Birch, T: +1 (212) 963-0564 | Email: birchs@un.org


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