ONU apoia Zimbábue, Moçambique e Malauí após passagem de ciclone

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou as mortes e os deslocamentos provocados no Zimbábue pelo ciclone tropical Idai, que atingiu o sul da África nos últimos dias. A ONU também expressou preocupação com os impactos do fenômeno climático em outros países, como o Malauí, onde a tempestade deixou ao menos 150 mortos, de acordo com os relatos mais recentes da mídia.

Vista aérea de Tengani, no Malauí, que foi afetado por chuvas constantes e torrenciais de 5 a 9 de março. Foto: UNICEF/Juskauskas

Vista aérea de Tengani, no Malauí, que foi afetado por chuvas constantes e torrenciais de 5 a 9 de março. Foto: UNICEF/Juskauskas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou as mortes e os deslocamentos provocados no Zimbábue pelo ciclone tropical Idai, que atingiu o sul da África nos últimos dias. A ONU também expressou preocupação com os impactos do fenômeno climático em outros países, como o Malauí, onde a tempestade deixou ao menos 150 mortos, de acordo com os relatos mais recentes da mídia.

“O secretário-geral está triste com a perda de vida, a destruição de propriedades e o deslocamento de pessoas por conta das fortes chuvas e enchentes”, afirmou Guterres em comunicado no domingo (17).

O dirigente máximo da Organização expressou condolências às famílias das mais de 30 pessoas que morreram no Zimbábue desde que o ciclone se movimentou do oeste, vindo do Malauí e de Moçambique.

A tempestade atingiu o território moçambicano na quinta-feira à noite, após registrar ventos de até 200 quilômetros por hora. Desde o início de março, Moçambique e Malauí já vinham sofrendo com chuvas constantes e torrenciais, responsáveis por mais de 120 mortes nos dois países.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), estimativas preliminares indicam que ao menos 1,7 milhão de pessoas estavam na rota do Idai em Moçambique, sendo diretamente afetadas pelo fenômeno. No Malauí, o número chegou a mais 920 mil indivíduos.

Um porta-voz do PMA afirmou no domingo que equipes estão trabalhando nos três países em resposta às condições climáticas. O organismo planeja levar doações de comida para cerca de 650 mil no Malauí e 600 mil em Moçambique.

Em comunidades afetadas pelo ciclone, a agência afirmou que está ampliando a entrega de serviços vitais para o tratamento de níveis de desnutrição que vão de moderado a agudo entre crianças de até cinco anos de idade. Um avião do PMA com 20 toneladas de assistência alimentar emergencial desembarcou no fim de semana em Moçambique.

Segundo o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, perigos no país permanecem, mesmo após a passagem do ciclone e das chuvas. “Após a enchente que chega com as chuvas, você tem o risco de afogamentos e vítimas lá, mas você também tem ferimentos por esmagamento e trauma por conta das enchentes”, afirmou o representante do organismo.

“Isto é tipicamente seguido por doenças transmitidas pela água e aumento de doenças transmitidas pelo ar.”

Lindmeier acrescentou que também podem ser registrados desdobramentos de saúde de longo prazo, causados por danos a centros de atendimento. Isso pode comprometer, por exemplo, a assistência para mulheres grávidas ou para a realização de partos, além dos cuidados para pacientes diabéticos.

Antes da chegada do ciclone Idai, o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) divulgou previsões de especialistas de que o ciclone seria o mais forte a chegar a Moçambique desde o Eline, que atingiu o país em fevereiro de 2000.


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