ONU apoia retorno voluntário de migrantes centro-americanos em caravana para os EUA

Centenas de pessoas de países da América Central que se juntaram às caravanas humanas viajando em direção aos Estados Unidos foram apoiadas a voltar para casa voluntariamente, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na semana passada (30).

“A OIM está coordenando meios seguros e dignos de transporte para elas”, afirmou a agência da ONU em comunicado. “Migrantes que desejam voltar para casa são aconselhados e vistoriados pela OIM para avaliar suas opções antes de tomarem uma decisão de voltar”.

“Um programa de retornos voluntários é uma parte indispensável de uma abordagem abrangente ao gerenciamento de migração, mirando retornos ordenados e humanos e reintegração de migrantes que estão incapazes ou indispostos a permanecer em países hospedeiros ou de trânsito e desejam voltar voluntariamente para seus países de origem”, disse Marcelo Pisani, diretor regional da OIM para América Central, América do Norte e Caribe.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

Centenas de pessoas de países da América Central que se juntaram às caravanas humanas viajando em direção aos Estados Unidos foram apoiadas a voltar para casa voluntariamente, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na semana passada (30).

A agência da ONU – segundo a qual 62% dos que se juntaram às caravanas estavam em busca de emprego – citou o depoimento de Dennis Javier, um dos migrantes que pediu apoio da OIM para retornar.

“Meu destino era os EUA, eu estava buscando um emprego”, disse. “Trabalhar é o que tenho feito desde os 11 anos. Mas vendo como as coisas estão, mudei de ideia, acho que o melhor é voltar a El Salvador”.

Mais de 450 migrantes foram ajudados a voltar para seus países de origem desde 4 de novembro através do programa de Retorno Voluntário Assistido da OIM, fundado pelo escritório do Departamento de Estado dos EUA para População, Refugiados e Migração.

De acordo com a agência da ONU, ao menos oito em cada dez pessoas que retornaram eram homens e uma em cada três tinha entre 19 e 25 anos. Seis em cada dez pessoas que se juntaram às caravanas eram de Honduras; quatro em cada dez eram de El Salvador e uma em cada 20 era da Guatemala.

Mais 25 crianças migrantes desacompanhadas foram levadas para casa de avião, segundo a OIM, acrescentando que na cidade mexicana de Tijuana – próxima à fronteira com os EUA – mais de 300 pessoas também pediram ajuda da agência para retornar.

“A OIM está coordenando meios seguros e dignos de transporte para elas”, afirmou a agência da ONU em comunicado. “Migrantes que desejam voltar para casa são aconselhados e vistoriados pela OIM para avaliar suas opções antes de tomarem uma decisão de voltar”.

Além de suas instalações em Tijuana, a OIM também administra centros de informação e registro em Tapachula, na Cidade do México, e em Tecun Uman, na Guatemala.

Para garantir a segurança dos migrantes, a OIM coordena o retorno com os governos dos respectivos países, enquanto os migrantes recebem alimentação e apoio psicossocial nas travessias fronteiriças. Quando chegam a centros de recepção em El Salvador, Honduras e Guatemala, também recebem kits de higiene e, em muitos casos, dinheiro de transporte.

De acordo com a OIM, embora um “grande número” de migrantes que se juntaram às caravanas tivesse “problemas musculares, fadiga e mal-estar, tosse e gripe”, quatro em cada cinco estavam em condições “saudáveis”.

Desde 1979, a OIM ajudou 1,5 milhão de migrantes a voltar para seus países de origem ou residência através de seu esquema de retornos assistidos.

“Um programa de retornos voluntários é uma parte indispensável de uma abordagem abrangente ao gerenciamento de migração, mirando retornos ordenados e humanos e reintegração de migrantes que estão incapazes ou indispostos a permanecer em países hospedeiros ou de trânsito e desejam voltar voluntariamente para seus países de origem”, disse Marcelo Pisani, diretor regional da OIM para América Central, América do Norte e Caribe.


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