ONU apoia operações do exército da República Democrática do Congo contra milícias

Após colapso das negociações políticas, exército empreendeu novas ofensivas contra os combatentes. ONU incentiva a desmobilização como alternativa pacífica para o fim do conflito.

Operação conjunta do exército da República Democrática do Congo e a MONUSCO contra a Frente de Resistência Patriótica de Ituri. Foto: MONUSCO

Operação conjunta do exército da República Democrática do Congo e a MONUSCO contra a Frente de Resistência Patriótica de Ituri. Foto: MONUSCO

A Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) parabenizou, nesta quinta-feira (04), a última operação militar das forças armadas do país contra os membros do grupo da milícia independente, após  colapso de negociações políticas. O apoio da MONUSCO veio a pedido das forças do governo, após a interrupção das negociações com os combatentes do FRPI que, no início de 2015, contavam com um contingente de 300 crianças-soldado. A milícia também contabiliza graves violações de direitos humanos e tráfico ilegal de recursos naturais.

Lançada na última quarta-feira (03), a operação militar contra a milícia, alinhada à Frente de Resistência Patriótica de Ituri (FRPI), representa a mais recente tentativa das forças governamentais para proteger os civis e neutralizar a ameaça à paz no país. A ação é apoiada pela ONU que, através da MONUSCO, que enviou unidades ao nordeste do país.

“Estes ataques demonstram um forte compromisso do governo da República Democrática do Congo para lutar contra os grupos armados”, disse o representante especial do secretário-geral da MONUSCO, Martin Kobler.

 

“O Programa Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, que apoiamos plenamente, fará todo o esforço possível para receber aos combatentes que decidam deixar as armas”, disse o vice-chefe da MONUSCO, David Gressly, reiterando o compromisso da Organização para encontrar um fim pacífico do conflito. “Apelo aos combatentes da FRPI a inscrever-se no programa do governo apoiado pela MONUSCO.”