ONU apoia Indonésia após terremoto seguido de tsunami; número de mortos sobe para 2 mil

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Subiu para 2010 o número de mortos pelo terremoto seguido de tsunamis e deslizamentos de terra que devastaram a ilha de Sulawedi, na Indonésia, em 28 de setembro, anunciaram agências da ONU na terça-feira (9).

Cerca de 10.700 pessoas ficaram gravemente feridas e pelo menos 700 continuam desaparecidas.

As agências da ONU estão no local para fornecer assistência ao governo e oferecer abrigo, comida, água potável, entre outros meios de subsistência, tendo como alvo 191 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

Homem caminha em frente a carro preso no teto de uma casa após o terremoto seguido de tsunami em Palu, na Indonésia. Foto: UNICEF/Arimacs

Homem caminha em frente a carro preso no teto de uma casa após o terremoto seguido de tsunami em Palu, na Indonésia. Foto: UNICEF/Arimacs

Subiu para 2010 o número de mortos pelo terremoto seguido de tsunamis e deslizamentos de terra que devastaram a ilha de Sulawedi, na Indonésia, em 28 de setembro, anunciaram agências da ONU na terça-feira (9).

Cerca de 10.700 pessoas ficaram gravemente feridas e pelo menos 700 continuam desaparecidas.

As agências da ONU estão no local para fornecer assistência ao governo e oferecer abrigo, comida, água potável, entre outros meios de subsistência, tendo como alvo 191 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

Após o desastre, agentes locais se mobilizaram imediatamente para resgatar pessoas presas nos escombros de prédios desmoronados e levar ajuda humanitária aos sobreviventes.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), embora o acesso permaneça um desafio, aos poucos os obstáculos logísticos estão sendo superados para que mais áreas afetadas sejam alcançadas.

O OCHA declarou ainda que a resposta humanitária está sendo ampliada por agências da ONU, ONGs nacionais e internacionais, e pela Cruz Vermelha, em consonância com as prioridades do governo indonésio.

Mais de 67 mil casas foram severamente danificadas ou destruídas e aproximadamente 330 mil ficaram sem abrigo adequado. Cerca de 62,4 mil pessoas foram deslocadas pelo desastre e estão em locais temporários com acesso limitado a meios de subsistência.

De acordo com a agência de Prevenção de Desastres (BNPB), mais de 2,7 mil escolas foram danificadas, bem como 20 instalações de saúde e sistemas de abastecimento de água.

Para responder às necessidades mais urgentes, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo 28 mil galões de água engarrafada e 1,7 mil abrigos de emergência. Agentes de logística do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas estabeleceram estruturas de armazenamento temporário para permitir o gerenciamento eficaz e o envio de itens de ajuda.

Foram também implementados serviços de proteção para crianças e mulheres, incluindo esforços de reagrupamento de crianças desacompanhadas, liderados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), e tendas médicas para fornecer cuidados reprodutivos, montadas pelo Fundo de População da ONU (UNFPA).

Logo após o desastre, o Fundo Central de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF), gerenciado pelo OCHA, concedeu 15 milhões de dólares para apoiar atividades humanitárias no local – em particular as estabelecidas no plano de resposta, preparado pela ONU em colaboração com o governo indonésio. O plano prevê 50,5 milhões de dólares para alcançar os mais vulneráveis.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visitou na sexta-feira (12) a cidade indonésia de Palu para avaliar a destruição causada pelo terremoto e tsunami que devastaram a área da ilha de Sulawesi, há duas semanas.

Em sua conta no Twitter, Guterres dedicou uma mensagem às pessoas que viu e com quem conversou: “sua força e resiliência são notáveis”.

O chefe da ONU destacou ainda que a organização está presente apoiando os afetados nos esforços de busca e socorro liderados pelo governo.

Guterres também expressou profunda tristeza com “o sofrimento de tantas pessoas em Palu, diante de tanta destruição”. O representante elogiou o governo pelos esforços de socorro.


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