ONU apoia esforços nacionais de resposta ao furacão Irma; 50 milhões de pessoas estão ameaçadas

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Agências das Nações Unidas estão apoiando os esforços de socorro na sequência da passagem do furacão Irma, que já causou estragos em Antígua e Barbuda e em outras ilhas do Caribe – e está a caminho dos Estados Unidos.

Danos causados pelo Irma em Hinche, na região central do Haiti. Foto: Marie Yolette Daniel

Danos causados pelo Irma em Hinche, na região central do Haiti. Foto: Marie Yolette Daniel

As agências das Nações Unidas estão apoiando os esforços de socorro na sequência da passagem do furacão Irma, que já causou estragos em Antígua e Barbuda e em outras ilhas do Caribe – e está a caminho dos Estados Unidos.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Irma, uma tempestade de categoria 5, atingiu as ilhas do nordeste do Caribe durante as primeiras horas do dia 6 de setembro, afetando Antígua e Barbuda, Anguilla, Ilhas Virgens Britânicas, São Bartolomé, St. Martin, Ilhas Virgens dos EUA e outras ilhas no mar do Caribe Oriental.

Irma deveria atingir Porto Rico antes de continuar rumo a República Dominicana, Haiti, Cuba, Ilhas Turcas e Caicos, e o sudeste das Bahamas.

Cerca de 50 milhões de pessoas estão diretamente no caminho projetado do furacão Irma, incluindo mais de 10,5 milhões de crianças.

“O secretário-geral está triste com os relatos de imensa destruição e perda de vidas na região do Caribe desde que o furacão Irma atingiu Antígua e Barbuda na quarta-feira”, disse um comunicado emitido hoje (7) por seu porta-voz.

“O sistema das Nações Unidas já está trabalhando para apoiar os esforços nacionais de socorro”, acrescentou o comunicado.

“Nos dias que precederam a chegada da tempestade, as agências humanitárias começaram a se preposicionar com suprimentos e especialistas técnicos para apoiar os esforços nacionais e regionais de socorro”, ressaltou o novo chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock.

Imagens de satélite do furacão Irma no Oceano Atlântico. Fonte: NOAA

Imagens de satélite do furacão Irma no Oceano Atlântico. Fonte: NOAA

O OCHA disse que existe um risco constante de danos catastróficos causados por ventos fortes, surtos de tempestades e inundações em áreas na trajetória de Irma.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que mais de 10,5 milhões de crianças vivem nos países que provavelmente estarão expostos aos danos causados pelo furacão Irma.

As crianças nas ilhas do Caribe Oriental, República Dominicana, Haiti e Cuba estão em risco, incluindo mais de 3 milhões abaixo dos cinco anos de idade.

Estimativas iniciais sugerem que 74 mil pessoas, incluindo 20 mil crianças, já foram afetadas.

As autoridades locais disseram que as redes de comunicação em muitas das áreas atingidas foram afetadas total ou parcialmente. As infraestruturas, incluindo estradas, pontes, hospitais e escolas, também sofreram vários graus de danos.

Em Barbuda, 90% da infraestrutura foi destruída – incluindo até 132 escolas.

A preocupação imediata do UNICEF é fornecer água potável e saneamento às comunidades afetadas, além de oferecer serviços de proteção infantil para crianças e adolescentes.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) disse que uma aeronave com destino ao Haiti e que transporta cerca de 80 toneladas métricas de suprimentos de alimentos de emergência e outros equipamentos em nome do PMA, CARE e Catholic Relief Services já saiu do Depósito de Respostas Humanitárias da ONU em Dubai.

Na quarta, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está enviando especialistas em recuperação de crises para apoiar as pessoas no Caribe.

O PNUD ativou seus planos de preparação para a crise em vários países da região e os apoiará tanto na resposta imediata a este desastre como em atividades cruciais de recuperação inicial, como detritos e gerenciamento de resíduos, emprego de emergência e apoio a funções básicas do governo, se solicitado.

“O furacão pode afetar severamente os meios de subsistência das pessoas – afetando diretamente mulheres, homens e crianças –, impactando atividades cruciais para pessoas, comunidades e países inteiros, como agricultura, pescas e pequenas e médias empresas”, disse Jessica Faieta, diretora regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.

Os países do Caribe estão avaliando os danos do furacão e mobilizando engenheiros de saúde e outros especialistas, com a assistência da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). O objetivo é apoiar os esforços de recuperação nas ilhas mais afetadas.

“Vimos o setor de saúde severamente afetado em muitas ilhas por causa dos efeitos devastadores do furacão Irma”, disse Ciro Ugarte, que dirige o Departamento de Saúde de Emergência da OPAS. “Nossa Força-Tarefa de Desastre está totalmente ativada e equipes de resposta regional estão sendo implantadas em todo o Caribe”, acrescentou.


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