ONU aplaude condenação de líder de milícia por crimes de guerra na República Democrática do Congo

A ONU continuará apoiando a justiça da RDC para implementar uma política de tolerância zero para a violência contra civis em tempos de conflito.

Crianças-soldados guardam uma estrada perto de Bunia, na região de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC). Foto:UNICEF /LeMoyne

Crianças-soldados guardam uma estrada perto de Bunia, na região de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC). Foto:UNICEF /LeMoyne

O chefe da Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), Martin Kobler, parabenizou a condenação do ex-comandante de um grupo miliciano, acusado de crimes de guerra, como um passo importante para reforçar o Estado de Direito no país africano dilacerado pela guerra.

“Aplaudo a determinação das autoridades judiciárias da República Democrática do Congo (RDC) no combate eficaz contra a impunidade”, afirmou Kobler

Segundo Kobler, a MONUSCO continuará apoiando o sistema de justiça da RDC em seus esforços na implementação de uma política de tolerância zero às piores formas de violência cometidas contra civis em tempos de conflito.

No dia 7 de novembro, um tribunal militar condenou o general Jérôme Kakwaku a 10 anos de prisão por “crimes graves” cometidos em Ituri, no leste do país, por membros das Forças Armadas do Povo Congolês (FAPC).

Segundo a MONUSCO, sob a liderança do general Kakwaku, a FAPC devastou a região de Ituri entre 2003 e 2005, perpetuando uma série de “violações graves dos direitos humanos”, incluindo a execução e prisão arbitrária, estupro, tortura e detenção ilegal. Ele também está sendo responsabilizado por massacres cometidos em Kobu e Jicho em janeiro de 2003.


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