ONU amplia apoio em meio à caravana de migrantes e refugiados rumo aos EUA

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Com mais de 7 mil refugiados e migrantes centro-americanos em marcha pelo México em direção à fronteira sul dos Estados Unidos em busca de segurança e trabalho, todos os países envolvidos estão sendo instados pela ONU a colaborar com as principais agências locais que fornecem apoio.

Respondendo a perguntas de jornalistas na segunda-feira (22), o porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) vêm aumentando os recursos locais, enquanto a caravana formada principalmente por refugiados e migrantes hondurenhos segue para o norte, cruzando a fronteira entre Guatemala e México.

Adolescentes deportados do México para a Guatemala, seu país de origem, em maio deste ano. Foto: UNICEF/Bindra

Adolescentes deportados do México para a Guatemala, seu país de origem, em maio deste ano. Foto: UNICEF/Bindra

Com mais de 7 mil refugiados e migrantes centro-americanos em marcha pelo México em direção à fronteira sul dos Estados Unidos em busca de segurança e trabalho, todos os países envolvidos estão sendo instados pela ONU a colaborar com as principais agências locais que fornecem apoio.

Respondendo a perguntas de jornalistas em coletiva de imprensa na segunda-feira (22), o porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) vêm aumentando os recursos locais, enquanto a caravana formada principalmente por refugiados e migrantes hondurenhos segue para o norte, cruzando a fronteira entre Guatemala e México.

Haq disse que o secretário-geral da ONU, António Guterres, está pedindo a todas as partes que respeitem a lei internacional, incluindo o princípio de “total respeito aos direitos dos países para administrar suas próprias fronteiras”.

De acordo com relatos da mídia, o que começou como um pequeno grupo de menos de 200 pessoas alguns dias atrás cresceu consideravelmente. Haq disse aos jornalistas que “se estima que a caravana compreenda cerca de 7.233 pessoas, muitas das quais pretendem continuar a marcha para o norte”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, teria respondido à caravana, ameaçando cortar a ajuda externa a Honduras, Guatemala e El Salvador caso as pessoas que fogem de sua terra natal tentassem cruzar ilegalmente a fronteira com os EUA.

No início desta semana, um especialista em direitos humanos da ONU instou os Estados-membros a não dar prioridade às preocupações de segurança sobre os direitos humanos básicos dos migrantes e refugiados.

“O ACNUR reforçou sua capacidade no sul do México, com a implantação de uma equipe de emergência proveniente das operações do país”, disse Haq. “O escritório agora tem 32 pessoas no terreno, na fronteira, Ciudad Hidalgo e Tapachula.”

Ele acrescentou que esses números aumentarão nos próximos dias, explicando que o objetivo da agência é garantir que os viajantes sejam totalmente informados sobre seus direitos de asilo, além de fornecer aconselhamento jurídico e assistência humanitária.

A OIM relatou um grande número de pessoas chegando ao México que provavelmente permanecerão no país por um “período prolongado”, disse Haq, explicando que a maioria das pessoas atravessou a fronteira irregularmente e está se reunindo em abrigos improvisados.

Agência da ONU para Refugiados

O ACNUR tem mobilizado, desde quinta-feira (18), funcionários e recursos para o sul do México para apoiar o governo na recepção de milhares de refugiados e migrantes que chegaram à fronteira do país com a Guatemala em uma caravana oriunda de Honduras.

Desde segunda-feira (22) mais de 45 funcionários do ACNUR estão em Tapachula, na capital do estado de Chiapas, e outros estão a caminho. A fim de apoiar as autoridades mexicanas, as equipes da agência estão fornecendo funcionários e ajuda técnica para garantir o direito de registro aos solicitantes de refúgio, estabelecer mecanismos de identificação e encaminhar pessoas com vulnerabilidades específicas e aumentar a capacidade de assistência e de abrigo como um todo.

As principais preocupações do ACNUR neste momento são questões humanitárias e riscos de sequestro e segurança ao longo do percurso da caravana. “Estabilizar a situação se tornou urgente. É essencial que a recepção seja garantida e que haja condições adequadas para receber aqueles que buscam refúgio outras pessoas em situação de deslocamento”, disse.

A “caravana”, estimada em 7 mil pessoas ou mais, já é o segundo fluxo organizado realizado na região neste ano. O primeiro foi em abril, também no México. Na Guatemala, o ACNUR está monitorando a fronteira de Tecun Uman, onde avalia as necessidades mais urgentes e, com parceiros, fornece assistência humanitária aos mais vulneráveis.

Em Honduras, o ACNUR está monitorando a situação na fronteira com a Guatemala por meio de seus parceiros e do escritório em San Pedro Sula. Também trabalha com as autoridades para garantir a recepção segura dos membros da caravana que estão retornando.

“O ACNUR gostaria de lembrar os países sobre a alta probabilidade de que esta caravana inclua pessoas que estão em verdadeiro perigo. Em situações como essa, é essencial que as pessoas tenham a chance de solicitar refúgio e de ter suas necessidades de proteção devidamente atendidas antes que qualquer decisão sobre retorno ou deportação seja feita.”


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