ONU alerta para situação humanitária insustentável e aumento de mortes no Iêmen

Agências da ONU pediram a abertura de um corredor humanitário seguro para poder levar suprimentos vitais para cerca de 3 milhões de pessoas que vivem em Taiz.

Edifício destruído por bombardeios no Iêmen. Foto: OCHA/P. Kropf

Edifício destruído por bombardeios no Iêmen. Foto: OCHA/P. Kropf

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos anunciou nesta terça-feira (01) o aumento acentuado de fatalidades entre civis na província de Taiz, no Iêmen, bem como alertou para a situação humanitária insustentável com o bloqueio de rotas de acesso de suprimentos.

Estima-se que 95 civis foram mortos e 129 feridos nas últimas semanas, de acordo com dados compilados pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). Apenas em 20 de agosto, 53 civis morreram durante uma série de bombardeios das forças de coalizão lideradas pela Arábia Saudita. Em outro incidente, em 18 de agosto, 21 civis foram mortos e outros 28 feridos durante um bombardeio ao sindicato de professores, onde o grupo se reunia para preparar a prova final para alunos do ensino médio e fundamental.

Anteriormente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado para o colapso do sistema de saúde da província, onde os três principais hospitais estão inacessíveis, impossibilitando que milhões de pessoas deslocadas, doentes e feridas tenham acesso aos serviços de saúde.

A OMS pediu, nesta segunda-feira (31), a criação de um corredor seguro para alcançar mais de 3 milhões de pessoas em Taiz, o distrito mais devastado pela guerra no Iêmen, que vive um surto extremo de casos de dengue nas últimos duas semanas.